Esporte
Jogos na Arena Pantanal geram empregos diretos e indiretos durante a Copa América
Esporte
Foram criados mais de 1500 empregos diretos, contando apenas os profissionais que trabalharam na Arena Pantanal durante a competição
Da Redação
Sem público, sem aglomeração e com todos – delegações, organizadores, imprensa, policiais – testados para Covid-19 (testes do tipo RT-PCR), as equipes da Argentina e da Bolívia se enfrentaram na última partida da Copa América na Arena Pantanal. A Argentina venceu por 4 a 1. Ao todo, o estádio mato-grossense sediou cinco partidas da fase de grupos.
“Por muito tempo a Arena Pantanal foi tratada como um elefante branco indesejado e hoje é uma das melhores, se não a melhor sede da Copa América. Aclamada por dirigentes, esportistas e delegações, o estádio mato-grossense entrou definitivamente para o hall dos grandes complexos esportivos das américas. Duas semanas inesquecíveis, com a presença de grandes estrelas do futebol sul-americano em terras pantaneiras que ajudaram a reaquecer um pouco a economia local. Tudo sem deixar de lado os rigorosos protocolos de biossegurança que garantiram a tranquilidade e o sucesso do evento em Mato Grosso”, diz Beto Dois a Um, secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer.
Para Marcus Jacarandá, gerente da Arena Pantanal durante a Copa América, os cinco jogos realizados em Mato Grosso trouxeram muitos benefícios para a economia local.
“Foram criados mais de 1500 empregos diretos, contando apenas os profissionais que trabalharam na Arena Pantanal durante a competição. Fora esses, muitos empregos gerados nas redes hoteleiras, empresas de transporte e tecnologia. A Copa América em Cuiabá realmente aqueceu a economia e mostrou todos os atributos da Arena Pantanal”, diz.
Elson Alencastro, um dos responsáveis pela manutenção das faixas da Conmebol, explica como foram os dias de trabalho na Arena Pantanal.
“A pandemia trouxe muitas dificuldades financeiras para muita gente. Poder estar trabalhando aqui hoje é um privilégio de poucos. O cachê que vou receber por esses vinte dias de trabalho vai ajudar muito a minha família”.
Lucas Fagundes e Elson Alencastro, contratados pela Conmebol para atuar durante a Copa América na Arena PAntanal
Lucas Fagundes, também responsável pela manutenção, contratado pela Conmebol, destacou a oportunidade de poder trabalhar em tempos de crise.
“Diante da pandemia, qualquer coisa que der para pegar é muito bom. Está sendo uma boa oportunidade de trabalho. O cachê é muito bom, para quem estava tanto tempo parado”.
Silvano Júnior, coordenador de posições fotográficas na Arena Pantanal durante a Copa América também destacou a oportunidade do trabalho durante a pandemia.
“Foi uma grande oportunidade poder trabalhar em um evento internacional com o porte da Copa América. Para quem trabalha como autônomo, como é o meu caso, poder trabalhar durante a pandemia é quase um milagre, diante de tanta instabilidade. Aproveitei para fazer muitos contatos, foram 20 dias de trabalho que vou levar para o resto da minha vida”.
Reaquecimento da economia durante a Copa América
A presidente do Sindicato das Empresas de Eventos de Mato Grosso, Alcimar Moretti, enxerga a realização dos jogos da Copa América em Mato Grosso, na Arena Pantanal, como positiva para o setor.
“São sete países da América do Sul assistindo jogos realizados em Mato Grosso, que é um destino turístico em potencial. Então, é importante que esse destino seja divulgado. Com certeza vai repercutir positivamente em 2022. Acredito que tenha sido muito positiva a vinda da Copa América para o estado”, afirmou.
Para Luiz Carlos Nigro, presidente do Sindicato Intermunicipal de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de Mato Grosso (SHRBS-MT), foi uma oportunidade de reaquecer o setor, tão prejudicado em tempos de pandemia, e movimentar a economia de toda uma cadeia produtiva.
“Faz tempo que não tínhamos um movimento tão bom no setor de hotelaria. Agradecemos ao governador Mauro Mendes e ao secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Beto Dois a Um, por trazerem a Copa América para Cuiabá. E não é só a hotelaria que ganha, empresas de aluguel de vans ganham, de turismo, taxistas, recepcionistas de eventos, vários profissionais contratados, organizadores. Vai movimentar toda uma cadeia que faz girar a economia. E claro, seguindo à risca todos os protocolos de biossegurança exigidos”, ressalta Nigro.
“Parabenizo o governador Mauro Mendes e a primeira-dama Virginia Mendes por compreenderem com tamanha clareza a grandiosidade e potencial desse importante aparelho esportivo de Mato Grosso. Uma boa oportunidade para reaquecer a economia durante a Copa América. Centenas de empregos diretos e indiretos foram criados para a Copa América em Mato Grosso, desde que as delegações chegaram à Cuiabá”, destaca Beto Dois a Um.
Segurança
Desde a chegada das delegações esportivas em Cuiabá, um forte esquema de segurança foi montado em cada traslado das equipes – antes e após a partida – e ao redor do complexo esportivo – no dia do jogo – para evitar qualquer tipo de aglomeração. Todos os policiais envolvidos no esquema de segurança estão vacinados contra a Covid-19 ou tiveram que passar por testes para identificar se estão ou não com vírus ativo.
“Não existiu nenhum tipo de aglomeração, nada de brigas, tudo correu com muita tranquilidade”, ressalta Juliana Matsuda, agente de Polícia Federal.
Forças de segurança organizaram o fechamento do entorno da Arena Pantanal e dos locais de treino das seleções, ruas de acesso ao estádio e de treinamento, escolta do aeroporto e nos hotéis. Não houve nenhum tipo de ocorrência policial antes, durante e após a partida.
“A Arena Pantanal é uma bolha. Todo o acesso foi de pessoas devidamente credenciadas e testadas para Covid-19. As seleções também passam por esse controle. Todos os jogos em Cuiabá ocorreram com muita segurança e tranquilidade”, destaca coronel Moraes, que coordenou as operações da cidade.
Para a partida entre Argentina e Bolívia foram empregados membros da Polícia Militar, Politec, Polícia Penal, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Além de outros servidores integrantes da Defensoria Pública, Secretaria de Estado de Segurança Pública, Ministério Público e Poder Judiciário, por meio do Juizado do Torcedor e de Grandes Eventos.
Além desses, também houve emprego do efetivo de servidores do Samu, da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) de Cuiabá e da Guarda Municipal de Várzea Grande.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
-
Política7 dias atrásMarco legal da IA deve proteger jornalismo e direitos autorais, aponta debate
-
Política7 dias atrásMax Russi admite possibilidade de disputar o Governo de Mato Grosso após incentivo de lideranças
-
Política6 dias atrásNa CMO, especialistas pedem mais recursos para melhorar educação infantil
-
Política7 dias atrásCRE amplia esforço contra barreiras da União Europeia à carne brasileira
-
Cidades6 dias atrásNovo confirma Marcelo Maluf como vice de Wellington Fagundes na disputa pelo Governo de MT
-
Política7 dias atrásComplexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas ganha quatro novos barracões para ampliar oportunidades de trabalho aos reeducandos
-
Cidades7 dias atrásJayme volta a falar em traição no União e diz que candidatura foi derrotada pelo “poder econômico”
-
Política7 dias atrásEspecialistas alertam para riscos de expansão de data centers de IA no Brasil


Você precisa estar logado para postar um comentário Login