Esporte
Paratleta do projeto Olimpus participa do Campeonato Brasileiro Master de natação
Esporte
Beneficiado com o bolsa atleta da Secel, Adriano Bonkewech representa MT na competição que ocorre de quinta (24) a domingo (27), no Rio de Janeiro
Da Redação
Mais um bolsista do projeto Olimpus representa Mato Grosso em uma competição nacional. Beneficiado com o bolsa atleta na categoria Nacional, o paratleta Adriano Luiz dos Santos Bonkewech, participa do Campeonato Brasileiro Master de natação que ocorre a partir desta quinta-feira (24.06) e segue até domingo (27.06), na piscina do Vasco da Gama, no Rio de Janeiro (RJ).
Para Adriano, o auxílio financeiro mensal via bolsa atleta da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) veio em bom momento e ajudou a dar suporte aos seus treinamentos.
“Com o recurso deu para adquirir material para treinamento, proteínas e vitaminas para fortalecer meu físico. Tenho também uma melhor alimentação”, frisa.
Adriano perdeu a mão esquerda aos 21 anos na serraria em que trabalhava em Sinop (MT). Com 103 quilos, foi incentivado pela namorada a emagrecer, objetivo alcançado pela natação.
“Queria correr, mas o médico indicou a natação e aos 26 anos comecei a nadar e senti prazer. Fui convidado a competir e desde 2014 não parei mais”, conta com entusiasmo.
Hoje, aos 36 anos, Adriano Bonkewech é medalhista de ouro nos 100m borboleta e nado livre no Centro-Oeste de natação e tricampeão nos jogos regionais de natação em Mato Grosso. Sob a coordenação técnica de Sara Pica Pau, treina diariamente em Sinop (MT).
O paratleta chegaria a tentar índice técnico para as Olimpíadas de Tóquio, mas, devido à pandemia, foram canceladas as três competições internacionais para as quais ele estava classificado e que valeriam como seletivas olímpicas.
“No ano passado eu estava garantido no Open Internacional de Berlim, da disputa do Pan-americano no México e por último o Sul-americano na Argentina, provas que garantiriam o índice para as olimpíadas e foram canceladas por causa da pandemia”.
No Campeonato Brasileiro Master de Natação, Adriano participa de provas de nado borboleta, costas e livre. A competição é organizada pela Associação Brasileira Masters de Natação (ABMN) e seguirá rígidos protocolos de prevenção à covid-19, como acesso ao local restrito apenas aos atletas e técnicos.
“Desejamos todo sucesso em sua caminhada e que continue mantendo os treinamentos acirrados em busca de novas conquistas no pódio. Lá no Rio você é Mato Grosso”, enaltece Jefferson Carvalho Neves, secretário adjunto de Esporte e Lazer da Secel.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
-
Política7 dias atrásNa CMO, especialistas pedem mais recursos para melhorar educação infantil
-
Cidades6 dias atrásNovo confirma Marcelo Maluf como vice de Wellington Fagundes na disputa pelo Governo de MT
-
Política7 dias atrásComplexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas ganha quatro novos barracões para ampliar oportunidades de trabalho aos reeducandos
-
Cidades7 dias atrásJayme volta a falar em traição no União e diz que candidatura foi derrotada pelo “poder econômico”
-
Cidades6 dias atrásPGE diz que irá colaborar com investigação da PF sobre acordo com empresa de telefonia
-
Política7 dias atrásLourdinha Pereira toma posse no Senado no lugar de Ana Paula Lobato
-
Cidades6 dias atrásPolícia Federal faz buscas na casa de Mauro Mendes durante investigação sobre suposto desvio de recursos
-
Política22 horas atrásCRE aprova marco da OIT sobre saúde e segurança no trabalho


Você precisa estar logado para postar um comentário Login