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PM leva Operação 1º Comando Regional Itinerante ao Pedra 90 nesta sexta

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Idealizado e promovido pelos policiais do 1º Comando Regional da Polícia Militar, o Comando Regional Itinerante foi criado para levar serviços de segurança pública e cidadania aos bairros da capital

Da Redação

Nesta sexta-feira (25) a Polícia Militar realiza mais uma edição do 1º Comando Regional Itinerante, às 8h30, no bairro Pedra 90, em Cuiabá. A ação social promove reuniões, palestras e atendimentos voltados para os moradores da região.

Idealizado pelos policiais do 1º Comando Regional da Polícia Militar, o Comando Regional Itinerante foi criado para levar serviços de segurança pública e cidadania aos bairros da capital, além de atender e ouvir as demandas da população.

O lançamento da operação itinerante será realizado na Praça do Caique e, contará com a presença do comandante do 1º CR, coronel Esnaldo de Souza Moreira e do comandante do 24º Batalhão, tenente-coronel Óttoni Cezar Castro. Os policiais também vão se reunir com representantes das Associações dos 55 bairros que integram o Pedra 90, na Escola Prof. Rafael Rueda.

No período da tarde, os militares do Comando Itinerante da PM se reúnem com empresários locais, na sede da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá (AEDIC). A operação termina às 17h com atendimentos à comunidade e palestras educativas sobre violência doméstica e Patrulha Maria da Penha.

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Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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