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Sapezal: belezas turísticas são ofertas pródigas da natureza

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SAPEZAL SE TORNOU JÁ FAMOSA PELO SEU POTENCIAL TURÍSTICO, QUE A CADA DIA GANHA MAIS VISITANTES DO ESTADO E DE OUTROS LUGARES DO BRASIL E MESMO DO EXTERIOR. O MUNICÍPIO ENCAMPA VÁRIAS CACHOEIRAS E PAISAGENS IMPRESSIONANTES, DO AGRADO GERAL DE QUEM APRECIA A ARTE DA NATUREZA…
O município de Sapezal, no Estado de Mato Grosso, distante da capital [Cuiabá] aproximadamente 524 km, possui uma área territorial de 13.597,51Km², sendo 4.934 Km² área indígena, correspondendo a mais de 36% do território municipal. A ocupação do município ocorreu na década de 70 e foi implantado por colonização particular.

 A principal atividade econômica local é o agronegócio, em especial a agricultura, com destaque para a cultura da soja, algodão e milho entre outros. Sapezal é um município de fronteira e destaca-se nacionalmente como o 3º maior produtor de grãos. Transformado em um dos principais polos regionais do Estado, a cidade encanta e atraem visitantes em função dos belos pontos turísticos, com rios, cachoeiras, e trilhas. Tudo isso se constitui num dos grandes atrativos oferecidos pela a natureza para aqueles que apreciam o turismo ecológico, rico em opções no município. 

 A Ilha do Papagaio está localizada a  120 km de Sapezal,  na BR 364;  é uma ilha fluvial, formada pelo encontro dos Rios Papagaio e Buriti. Local aberto para camping, com infraestrutura como lanchonete, restaurante cabana  e banheiro. As opções dependem do gosto das pessoas, variando do banho, pesca e prática de esportes radicais, como tirolesa, canoagem, rafting, entre outros.

 Localizado a 45 km da cidade de Sapezal, o Balneário do Pubi, às margens do Rio papagaio, na MT 235, é formado por um conjunto de cachoeiras e corredeiras. O leito é o tipo de local ideal para realização de modalidades esportivas, prática essa muito apreciada na região. É apropriado ainda para camping, com capacidade para abrigar até mil pessoas, e conta com área ampla, bar e restaurante, sendo suprido por energia elétrica. Serviço que permite a estadia confortável em contato com a exuberância da natureza. 

Outra opção turística é uma cachoeira de dimensões impressionantes, que fica a 100 km de Sapezal, acesso pela antiga BR 364, com saída para Tangará da Serra, dentro da reserva Indígena do Parecis. O salto, conforme alguns a denominam, possui cerca de 40 metros de altura, a exemplo de um paredão cânion, e forma uma barreira natural para o rio devido à forte correnteza das águas, próximas às quedas. Não é lugar propício para banho, e, sim, para admirar sua beleza. No geral, os atrativos turísticos de Sapezal formam grande leque opcional para quem quer conhecer tantas belezas ofertadas pela natureza.

Com quedas naturais com 90 metros de altura, localizado no Rio Papagaio, – divisor da Reserva Indígena do Parecis e dos Nambikwara com os Municípios de Sapezal e Campo de Novo do Parecis, essa cachoeira pode ser apreciada de duas formas: pela parte superior chega-se próximo às quedas, mesmo com a forte correnteza, e é possível a prática de banho e mergulho nas piscinas naturais pelas águas nas pedras rochosas.

Para chegar à parte inferior, percorre-se uma trilha utilizada pelas aldeias para caça e pesca. Devido à formação rochosa no paredão do salto, é possível praticar esportes de aventura, como escalada e Rapel. Os dois locais são excelentes para observação de aves e contemplação da natureza.

A Aldeia Utiariti sofreu diversas influências culturais em sua colonização, como a presença de jesuítas que deixaram no local traço da sua arquitetura missioneira, uma antiga igreja, cemitério de padres e freiras com o símbolos do catolicismo. A presença de Marechal Cândido Rondon também é vista nas aldeias, como comprova um poste usado como telégrafo por Rondon, com datas esculpidas do Séc. XX, um marco para a história de Mato Grosso e do Brasil.

 A prainha municipal é uma das riquezas que o município possui, localizada num dos braços do Rio Sapezal, local onde acontece anualmente o tradicional Festival de Pesca da cidade. A areia branca da praia e águas cristalinas do rio,  por si só, já constituem dois dos fortes atrativos. Os turistas e visitantes podem contar ainda com quiosques, churrasqueiras, água encanada, energia elétrica, etc. Tudo isso para oferecer comodidade e conforto para a população, turistas e visitantes que passam pela Prainha.

Fonte: Prefeitura de Sapezal-MT

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MPMT cobra estudos sobre influência da UHE Manso na seca do Pantanal

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) requereu à Justiça medidas para monitorar a influência da Usina Hidrelétrica (UHE) Manso sobre a vazão do Rio Cuiabá e o ciclo natural de inundação do Pantanal. O objetivo é garantir a execução de estudos previstos em acordo judicial e reunir informações técnicas que permitam avaliar os impactos da operação da usina sobre áreas alagáveis, como as baías de Chacororé e Siá Mariana.
Na manifestação apresentada à Vara Especializada do Meio Ambiente, o MPMT destaca que a operação do reservatório de Manso é um dos fatores que precisam ser analisados diante do agravamento da seca na região pantaneira. Estudos citados no processo indicam que a regulação da vazão do Rio Cuiabá pode interferir no ciclo natural de cheias e vazantes, fenômeno essencial para a manutenção dos ecossistemas do Pantanal.
O Ministério Público ressalta que a UHE Manso não é apontada como a única responsável pela redução dos níveis de água no bioma. No entanto, defende que sua operação deve ser avaliada em conjunto com outros fatores que afetam o equilíbrio hídrico da região, como assoreamento, intervenções em cursos d’água, alterações na paisagem e eventos climáticos extremos.
Entre os pedidos apresentados à Justiça está a cobrança para que o Estado de Mato Grosso e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) informem o andamento dos estudos previstos em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O documento prevê modelagens hidrológicas e hidrodinâmicas, definição de um hidrograma ecológico e simulações de cenários de liberação de vazão suplementar pela UHE Manso.
Segundo o MPMT, essas informações são fundamentais para definir estratégias voltadas à recuperação do pulso natural de inundação do Pantanal, processo responsável pela renovação dos ambientes aquáticos e pela manutenção da biodiversidade do bioma.
A manifestação também incorpora dados coletados durante a segunda etapa do Projeto Travessia Pantaneira, realizada em julho deste ano. Em audiências públicas, reuniões institucionais e diligências técnicas promovidas em comunidades pantaneiras, moradores, pescadores, ribeirinhos e quilombolas relataram dificuldades relacionadas à escassez de água e aos efeitos da estiagem prolongada.
Durante vistoria na Estrada-Parque Transpantaneira, integrantes do projeto identificaram áreas com ressecamento acentuado e alterações no fluxo natural das águas. O relatório técnico produzido pela equipe aponta a necessidade de aprofundar os estudos sobre os fatores que vêm influenciando a disponibilidade hídrica no Pantanal, incluindo a operação da UHE Manso.
Outro ponto destacado pelo Ministério Público é a previsão de um novo período de seca associado ao fenômeno El Niño. Diante desse cenário, a instituição defende medidas preventivas e maior agilidade na conclusão dos estudos para subsidiar decisões técnicas relacionadas à gestão dos recursos hídricos do Rio Cuiabá e à operação da usina.
O pedido também prevê a apresentação de dados atualizados sobre as vazões afluentes e defluentes da UHE Manso, o nível do reservatório e as condições do Rio Cuiabá, especialmente na região de Barão de Melgaço. Para o Ministério Público, essas informações são essenciais para avaliar os impactos da operação da usina e orientar ações voltadas à preservação do equilíbrio hídrico do Pantanal.
A manifestação é assinada pela procuradora de Justiça Ana Luiza Ávila Peterlini de Souza, coordenadora do Projeto Travessia Pantaneira; pelos promotores de Justiça Joelson de Campos Maciel, titular das 15ª e 16ª Promotorias de Justiça Cíveis de Defesa do Meio Ambiente Natural da Capital; Henrique Schneider Neto, da 1ª Promotoria de Justiça de Santo Antônio de Leverger; Mario Anthero Silveira de Souza Bueno Schober, da 1ª Promotoria de Justiça de Poconé; Adalberto Ferreira de Souza Junior, da 2ª Promotoria de Justiça de Poconé; Liane Amélia Chaves, da 2ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres; e Claudio Angelo Correa Gonzaga, da 1ª Promotoria de Justiça de Itiquira.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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