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São Paulo bate Inter nos pênaltis em jogo interrompido e vai à final da Copinha

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Equipe tricolor fez 6 a 5 após empate por 1 a 1 no tempo normal e enfrenta o Flamengo na decisão na quinta-feira

Da Redação

Depois de ser interrompida na noite última segunda-feira por falta de segurança devido aos raios que caíam próximo a Arena Barueri, a semifinal da Copa São Paulo de Futebol Júnior entre São Paulo eInternacional foi retomada na tarde desta terça-feira – debaixo de um forte calor – e terminou empatada no tempo normal por 1 a 1. Nos pênaltis, melhor para o time paulista, que ganhou por 6 a 5.

A decisão, agora, será contra o Flamengo e vai acontecer na quinta-feira, às 10 horas, no Estádio do Pacaembu. Essa é a décima final que o São Paulo disputará na competição, sendo a primeira desde 2010. O time paulista vai em busca do tetracampeonato.

Ainda na última segunda-feira, o São Paulo dominou o primeiro tempo e abriu o placar em menos de um minuto. Luan aproveitou ajeitada de Toró e soltou uma bomba no ângulo de Carlos Miguel. O time paulista ainda poderia ter ampliado, mas o goleiro do Internacional defendeu pênalti cobrado por Liziero. Na etapa final, debaixo de muita chuva, Luiz Felipe foi derrubado dentro da área e o árbitro assinalou pênalti para os gaúchos, convertido por Richard.

A partida foi paralisada aos 17 minutos do segundo tempo, devido a uma forte chuva, e voltou nesta tarde debaixo de um intenso calor. Liziero e Igor tentaram para o São Paulo, enquanto Richard, de voleio, e Bruno José, de cabeça, estiveram próximos de marcar para o Internacional. O duelo continuou empatado e a decisão foi para os pênaltis.

Nas penalidades, os times tinham 100% de aproveitamento até a terceira cobrança do Inter, quando Fuchs desperdiçou. O São Paulo teve a chance de avançar na quinta cobrança, mas Carlos Miguel defendeu novamente de Liziero, assim como havia acontecido no tempo normal. Nas alternadas, Córdova desperdiçou a sétima, e Toró garantiu o time paulista na grande final.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

Foto: Alex Silva/Estadão

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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