Mato Grosso

Vice-governador do DF defende parcerias com Governo de MT: “Fiquei completamente impressionado”

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Paco Britto afirmou que Mato Grosso é um excelente campo de negócios para fomento às atividades econômicas

Da Redação

O vice-governador do Distrito Federal e secretário-executivo do Consórcio Brasil Central (BRC), Paco Britto, afirmou ter ficado “completamente impressionado” com o equilíbrio fiscal conquistado pelo Governo de Mato Grosso e defendeu parcerias com o estado.

Paco Britto se reuniu com o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, na manhã desta quarta-feira (23.06), junto com integrantes do BRC e executivos do Banco Regional de Brasília (BRB), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá. Também estiveram presentes os secretários de Estado Mauro Carvalho (Casa Civil), Rogério Gallo (Fazenda) e César Miranda (Desenvolvimento Econômico).

“Mato Grosso é um excelente campo de negócios. Eu fiquei completamente impressionado. É um Governo que conseguiu Capag A [nota máxima de capacidade de pagamento junto ao Tesouro Nacional], que pegou uma gestão com atrasos de pagamento, atrasos salariais, atrasos com fornecedores e hoje é um Governo pujante”, declarou.

Durante a reunião, Paco Britto e Mauro Mendes (que já presidiu o BRC em 2019 e 2020) falaram sobre a possibilidade de abertura de linhas de crédito para fomentar micro e pequenos empreendedores em Mato Grosso, especialmente por conta das dificuldades trazidas pela pandemia.

Mayke Toscano SECOM MT

“Nós do Consórcio estamos dando seguimento ao que o governador Mauro Mendes fez. Temos interesse dentro do BRB de trabalhar com o pequeno e com o médio empresário, com empresários do setor rural também, fazendo novos parceiros. E todos os bancos, não só o BRB, querem fazer linhas de crédito com Mato Grosso”, pontuou Paco Britto.

De acordo com o governador de Mato Grosso, a reunião foi voltada a criar estratégias para ampliar a geração de empregos e fomentar a expansão da atividade econômica do estado.

“Falamos sobre linhas de crédito, financiamentos e parcerias que estamos construindo para trazer grandes benefícios ao micro e pequeno empreendedor do estado de Mato Grosso. E também linhas de crédito na Infraestrutura que podemos trabalhar com o Banco Regional de Brasília, que é um banco robusto que está crescendo no Centro-Oeste”, ressaltou.

 

 

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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