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Vereadores de VG votam projetos destacados nesta terça-feira

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A Câmara Municipal de Várzea Grande deve votar quatro Projetos de Leis na sessão ordinária desta terça-feira (22.06). Entre eles, está o PL n° 101/2021 dispõe sobre a inclusão em locais públicos e privados, que frequentemente recebe crianças, a instalação de placas referente a denúncia de crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. A proposta é do vereador Paulo Silva (Republicanos). 
Caso seja aprovado, o Projeto irá para sanção ou veto do prefeito Kalil Baracat (MDB). Consta da proposta, que no anúncio deve conter os contatos de disque denúncia por meio de placas informativas e devem ser fixados em locais de fácil acesso e visualização. 
Veja o que também deve ser votado na Ordem do Dia:
Projeto de Lei N° 90/2021 – Dispõe sobre o programa de combate à pobreza menstrual nas escolas públicas no município de Várzea Grande e dá outras providências. Autoria: vereadora Rosemary Souza Prado – Rosy Prado (DEM)
Projeto de Lei N° 94/2021 – Dispõe sobre a obrigatoriedade da instalação de armários guarda volumes, nas agências bancárias providas de portas giratórias no âmbito, e dá outras providências. Autoria: vereador Fábio José Tardin – Fabinho (DEM)
Projeto de Lei N° 102/2021 – Dispõe sobre a denominação da unidade básica de saúde do loteamento Aurília Curvo de Conchita Menezes Silva, e dá outras providências. Autoria: vereador Alessandro Moreira (PP)
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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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