Mato Grosso
Campo Novo do Parecis e Sapezal, coincidência entre gestores ou hospedeiros da “Mosca Azul”
Mato Grosso
Da Redação
Infestação da “Mosca Azul” ou apenas uma coincidência em dois municípios, que eram geridos paralelamente por dois parentes, supostamente interligado, como aconteceu com Campo Novo do Parecis e Sapezal.
Com estilo, padrão de vida e condutas semelhantes, as atividades do prefeito cassado de Campo Novo do Parecis, levantou suspeitas e indagações, referente as atividades praticadas pelo prefeito de Sapezal.
De acordo com informações de bastidores, desde o período eleitoral de 2020, que a semelhança no comportamento dos parentes, nas atividades da política, são características que levantam indagações.
Os últimos fatores que marcaram as semelhanças entre o parentesco, envolvendo as duas Prefeituras, foi quando os gestores não seguiram as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), na prevenção e combate a pandemia do Coronavírus, nem os Decretos de outras esferas, tanto é, que houve a necessidade de intervenção da Justiça, para garantir ações com objetivo de resguardar a vida da população.
Por outro lado, tanto o prefeito afastado de Campo Novo do Parecis, quanto o prefeito investigado de Sapezal, conjuntamente compactuavam do mesmo discurso e atitudes, incentivando a abertura do comércio local, mesmo com alto índice de contaminados, ocupação de leitos e mortos.

Foto: versosdefogo.blogspot.com
“Cassado pelo uso da máquina para promoção eleitoral”.
Como as semelhanças das ações entre os gestores, ainda são apenas dados que levantam suspeitas, as indagações e denúncias começam tomar conta da cidade de Sapezal.
Será que o prefeito compactuou da mesma manobra do uso da maquina pública para se reeleger?
Será que houve abuso de poder econômico para garantir a reeleição?
Cabe agora, tanto os vereadores, quanto ao poder jurídico regional e estadual, acatar e investigar as denúncias, que podem mudar a história política e administrativa de Sapezal.
Pelo que tudo indica, a “Mosca Azul” fez mais um hospedeiro na região.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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