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Prefeitura de Várzea Grande participa da Maratona e concorre a premiação nacional

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O evento é uma forma de divulgar os canais de diálogo que a população tem disponíveis com as ouvidorias de seus municípios

Da Redação

O município de Várzea Grande aderiu à “Maratona de Defesa dos Direitos dos Usuários de Serviços Públicos”.  A iniciativa – que tem por objetivo divulgar os canais de diálogo que a população tem disponíveis com as ouvidorias de seus municípios – é coordenada pelo Grupo de Trabalho de Comunicação da Rede Nacional de Ouvidorias, presidido pela ouvidoria da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), por meio da Ouvidoria-Geral da União (OGU).  A maratona marca ainda os quatro anos de criação da Lei nº 13.460/2017 do Código de Defesa do Usuário de Serviços Públicos. 

A competição é em nível nacional e vai premiar as ouvidorias com os maiores acessos. A maratona será realizada ao longo deste mês de junho e, no dia 30, a OGU vai solicitar aos que realizaram a inscrição, os dados de visualização e engajamento em redes sociais, relacionados às ações desenvolvidas. As três ouvidorias que comprovarem o maior número de visualizações vão ganhar as medalhas de ouro, prata e bronze de engajamento cidadão.

Para a Ouvidora Municipal, Ivanilde Nogueira, responsável por coordenar os trabalhos da Ouvidoria Cidadã da Prefeitura de Várzea Grande, participar da maratona é uma grande responsabilidade uma vez que o município está concorrendo com prefeituras de todo país, porém é importante ter esse feedback da população, que participa ativamente da administração pública, seja enviando sugestões ou cobrando melhorias para as suas comunidades. “Até o momento, já contabilizamos 3.102 visualizações e estamos contentes com a nossa participação. O importante é participar da ação e mostrar que estamos trabalhando para melhorar ainda mais o nosso canal de comunicação com a população local”. 

Ivanilde Nogueira disse ainda que a Prefeitura Municipal de Várzea Grande vem, ao longo dos anos, aprimorando a Ouvidoria Cidadã, aprimorando a ferramenta de acesso e diminuindo o tempo de resposta de cada solicitação de serviço. “O município fechou o ano de 2020 com 97,49% das ações executadas, e neste ano vamos também atingir o percentual de resposta prevista para este ano de 2021. Estamos trabalhando para melhorar cada vez mais e, desta forma, contribuir para o livre acesso à informação, por meio do Portal de Transparência, que se efetivou como meio de comunicação entre o cidadão e a administração pública municipal”. 

O sistema implantado em Várzea Grande é interligado com o Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União – fala.br – e a responsabilidade em atender as demandas da população é ainda maior, uma vez que a Prefeitura Municipal também é avaliada pelo órgão competente. 

Os dados sobre o trabalho da Ouvidoria da Prefeitura de Várzea Grande são publicados mensalmente e disponibilizados no link www.varzeagrande.mt.gov.br. O atendimento é feito pelo telefone 0800 647 4142; pelo email ouvidoria@varzeagrande.mt.gov.br; ou ainda por carta no endereço: Avenida Castelo Branco, nº 2.500, bairro Centro Sul, CEP – 78125900 – na sede da Prefeitura Municipal.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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