Desiludido amorosamente, o jovem, identificado como A.C., foi impedido de se jogar da Ponte Nova por policiais militares. Ação contou com apoio da Guarda Municipal
Da Redação
“Morrer por amor”, frase cunhada popularmente. Mas, no caso do jovem A.C., de 33 anos, quase que isso aconteceu na noite de segunda-feira, quando tentou dar fim à própria vida saltando da Ponte Nova, Avenida Miguel Sutil, Cuiabá. O suicídio só não foi consumado graças à ação de policiais militares e da Guarda Municipal, com apoio do Corpo de Bombeiros.
O motivo da tentativa de suicídio, segundo o rapaz expôs numa carta de despedida, foi o fim do namoro com L. C. Ele estava inconformado, e externou numa carta de despedida que a vida perdera todo o valor. Também pediu perdão a pessoas que julga ter magoado de alguma forma, sempre reiterando estar infeliz e impossibilitado de continuar vivendo dessa forma.
Ao ler a carta, os familiares acionaram imediatamente a Guarda Municipal, que fez contato com o aplicativo usado pelo jovem para se dirigir a Ponte Nova, local escolhido para consumar sua vida. A partir daí, foi corre-corre geral da PM, guardas municipais e do Corpo de Bombeiros, pois o temor era de não conseguir chegar a tempo para evitar o suicídio.

Foto: CBM-MT
Ao chegar à ponte, o grupo encontrou o suicida ainda pensativo sobre a murada, já se preparando para saltar. Os policiais, com muita habilidade, efetuaram aproximação e diálogo, convencendo o jovem a não se matar. Por várias vezes, ele advertiu para que eles não se aproximassem, pois saltaria. Os PMs explicaram que a namorada estava aflita, querendo vê-lo, e assim ele cometeria um suicídio inútil. Foi nesse momento que o rapaz começou a choramingar suas lamúrias de ter sido abandonado pela amada. Distraiu-se nesse choromingó e os PMs conseguiram agarrá-lo firmemente no parapeito da ponte.
Já salvo, foi sedado pela guarnição médica do SAMU, sendo conduzido posteriormente ao Hospital Municipal de Cuiabá. Os policiais o levaram ainda dormindo à casa da namorada, onde ficou sob seus cuidados.
Eis um dos trechos da carta que o rapaz antes de se dirigir à Ponte Nova:
“… Sei que não era a pessoa mais perfeita do mundo, não fui uma pessoa 100 por cento, se me arrependo por aquelas pessoa que magoei peço perdão! Peço perdão a Deus e aos meus pais, irmãos e amigos…“, escreveu.


Você precisa estar logado para postar um comentário Login