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Segurança Pública garante primeiro jogo da Copa América sem incidentes

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Foram empregados cerca de 140 servidores das forças de segurança estadual e federal no dia do jogo

Da Redação

O primeiro jogo da Copa América em Cuiabá foi realizado sem nenhum incidente e seguiu conforme o planejamento elaborado pela Câmara Temática de Grandes Eventos. Os treinos, a escolta e a segurança no entorno do estádio também não houve ocorrência policial. Os jogos foram de portões fechados, devido a Covid-19.

“Mesmo sem público, a Segurança Pública fez a sua parte, garantindo a segurança no entorno do estádio. Não houve nenhuma ocorrência policial relativa a realização do jogo, os bares no entorno da Arena Pantanal não estavam lotados e tudo seguiu conforme o esperado”, destacou o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante.

Foto por: Christiano Antonucci/Secom-MT,

Na noite de domingo (13.06), Bustamante acompanhou pessoalmente a estrutura de segurança montada no entorno da Arena Pantanal. Houve uma manifestação de um grupo de enfermeiros no portão de acesso a entrada das delegações, mas foi pacífico e com poucas pessoas.

Somente no dia do jogo foram empregados quase 140 servidores para a segurança pública do evento. São membros da Polícia Militar, Politec, Polícia Penal, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Além de outros 23 servidores integrantes da Defensoria Pública, Secretaria de Estado de Segurança Pública, Ministério Público e Poder Judiciário, por meio do Juizado do Torcedor e de Grandes Eventos.

Além disso, também houve emprego do efetivo de servidores do Samu, da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) de Cuiabá e da Guarda Municipal de Várzea Grande.

O próximo jogo na Arena Pantanal será na sexta-feira (18.06), entre Chile e Bolívia, às 17 horas.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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