Mato Grosso

Vice-prefeito Stopa: “Busca por doses extras de vacinas teve motivação justa”

Publicado em

Mato Grosso

Solicitação das vacinas contra a covid-19 foi feita pelo prefeito Emanuel Pinheiro ao Governo Federal 

Da Redação

O vice-prefeito de Cuiabá, José Roberto Stopa, avaliou como justa e inteligente a atuação do prefeito Emanuel Pinheiro em Brasília, na busca por doses extras de vacinas contra a Covid-19, como contrapartida pela realização da Copa América na Capital. Na última terça-feira (08), o chefe do Executivo municipal entregou ao presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, a solicitação de mais 670 mil doses, visando a imunização em massa da população.

A escolha de Cuiabá como uma das subsedes da Copa América, que será realizada no Brasil, foi feita pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Governo Federal e Governo do Estado de Mato Grosso. Cinco partidas serão realizadas na Arena Pantanal, entre os dias 13 e 28 deste mês. O estádio receberá jogos das seleções da Argentina, Uruguai, Chile, Equador e Bolívia, todos sem a presença de público.

“O prefeito Emanuel Pinheiro foi muito inteligente ao ir à Brasília, não permutar, mas sim reivindicar e trazer para Cuiabá um número maior de doses de vacinas. É uma luta justa, principalmente diante do contexto em que o Município nem foi ouvido sobre a realização do evento. Isso mostra a preocupação que ele tem com os cuiabanos e a responsabilidade de melhorar a saúde da capital mato-grossense como um todo”, comentou.

A declaração do vice-prefeito foi dada na quinta-feira (10), durante o lançamento das obras para construção do Sistema de Esgotamento Sanitário Lipa. Na oportunidade, Stopa destacou ainda que a negociação, que também conta com a participação do deputado federal Emanuel Pinheiro Neto (Emanuelzinho), reforça a capacidade de articulação que a gestão do Município tem desenvolvido nos últimos anos.

Conforme lembrado pelo vice-prefeito, esse trabalho de articulação não se restringe à área da saúde. A Prefeitura de Cuiabá mantém ainda tratativas com o Governo Federal para a execução de novas obras estruturantes que melhorem a mobilidade urbana da cidade. Em Brasília, também está em andamento a busca por investimentos que serão aplicados na construção de uma trincheira e dois viadutos na Avenida Miguel Sutil.

“Tanto a busca por novas doses de vacinas quanto por recursos para obras de infraestrutura são vitórias para a população. Essas tratativas são a confirmação da prática do esforço de uma gestão que trabalha incansavelmente por sua cidade, procurando sempre fazer o possível para que o cidadão tenha mais qualidade de vida”, pontua Stopa. 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

Publicados

em


O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA