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Esportistas do projeto Olimpus são maioria na delegação mato-grossense

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Delegação foi classificada para Troféu Brasil de Atletismo

Da Redação

Importante política pública esportiva, o projeto Olimpus segue propiciando oportunidades e conquistas ao esporte do estado. Na delegação mato-grossense classificada para o Troféu Brasil de Caixa de Atletismo, a maioria dos esportistas recebem o bolsa-atleta mensal do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

O Troféu Brasil de Atletismo, que começa nesta quinta-feira (10.06) e prossegue até domingo (13.06), em São Paulo, é mais uma oportunidade para os brasileiros tentarem os índices olímpicos para os Jogos de Tóquio-2021. Serão 24 atletas representando Mato Grosso na competição, sendo que 16 deles são beneficiados pelo projeto Olimpus.  

Dentre os destaques estão as atletas Arielly Kailayne, de Rondonópolis; Lissandra Maysa, de Cuiabá; Isabelle de Almeida e Nerislélia dos Santos, de Sorriso; Jânio Marcos, Peterson Ribeiro e Francielly Marcondes, de Barra do Garças. Os sete esportistas são beneficiados nas categorias Nacional e Nacional Elite do projeto Olimpus e disputam em provas diversas do atletismo, como salto em altura, salto em distância, salto triplo, 800 e 5000 metros.

Composta por atletas de Araputanga, Cuiabá, Barra do Garças, Pontes e Lacerda, Rondonópolis, Sorriso e Várzea Grande, a delegação mato-grossense também conta com o apoio do Estado na viagem até o local da competição. 

“Conseguimos ajudar também os atletas classificados para o Troféu Brasil que não tinham condições de comprar as passagens. Além do auxílio com o bolsa-atleta para muitos esportistas, nosso objetivo é usar as políticas públicas para incentivar e fortalecer o esporte do estado”, destaca Jefferson Carvalho Neves, secretário adjunto de Esporte e Lazer da Secel.

Considerado a principal competição interclubes da América Latina, o Troféu Brasil de Atletismo 2021 reúne 770 participantes de 130 equipes de todo o país. O evento acontece sem a presença de público no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, na Vila Clementino, em São Paulo.

As disputas podem ser acompanhadas pelo canal atletismo da TVNSports neste link, de forma gratuita. 

Convocação para Sul-Americano 

Cinco atletas de Mato Grosso classificados para o Troféu Brasil de Atletismo embarcam nesta tarde para São Paulo levando na bagagem mais uma conquista. Arielly Kailayne, Francielly Marcondes, Lissandra Maysa , Jânio Marcos Varjão e Peterson Ribeiro foram convocados para a seleção brasileira que vai disputar o Sul-Americano de Atletismo sub-20.  

A convocação foi feita pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) nessa terça-feira (08.06). Os bolsistas do Projeto Olimpus representam o país na competição que acontece nos dias 9 e 10 de julho, em Lima, no Peru. 

“É muito gratificante ver que o esporte de Mato Grosso está em alta e com chances de alcançar ainda mais reconhecimentos. Isso mostra que estamos no caminho certo ao retomar e ampliar o projeto Olimpus, os resultados já estão sendo colhidos”, comemora o titular da Secel, Alberto Machado, o Beto Dois a Um.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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