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Prefeitura de Cuiabá concede área para PM construir de unidade da Força Tática

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Conforme o projeto de lei do Executivo, já aprovado pela Câmara Municipal, a concessão será por 20 anos, prorrogáveis por mais 20

Da Redação

O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro cedeu, via concessão pública, uma área para que a Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (PM/MT) construa um polo da Força Tática, no bairro Morada do Sol. A unidade policial irá atender toda Região Metropolitana, e levar mais segurança aos moradores dos bairros Santa Helena, Quilombo, Araés e outros bairros adjacentes.
Conforme o projeto de lei do Executivo, já aprovado pela Câmara Municipal, a concessão será por 20 anos, prorrogáveis por mais 20.  A ideia para levar a guarnição para o bairro que fica nas proximidades da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, foi viabilizada pelo deputado federal Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho e pelos vereadores Lilo Pinheiro e Pedro Nadaf e pelo presidente do Legislativo Municipal, Juca do Guaraná. 
“O bairro Morada do Sol, atrás da igreja Guadalupe  tem uma linda praça, uma  unidade de saúde e com  um equipamento público[ terreno]  que é de posse da Prefeitura que não está sendo utilizado.  Pensamos em fazer  uma secretaria  ou até mesmo mudar a Secretária de Mobilidade Urbana – Semob – pra lá, mas, preferimos ouvir a população que decidiu por um polo policial. E é o perfil da gestão, ouvir o povo.  Os vereadores Lilo , Nadaf, Juca e o deputado federal Emanuelzinho conversaram com a sociedade e a comunidade, que sugeriram para que essa área fosse cedida à PM, fazer a Força Tática lá. É uma  região estratégica e segurança pública é um anseio popular.   Foi  vontade da comunidade e eu não tive dúvida em fazer o que a população  quer. Enviei para a Câmara uma Lei para a concessão de uso por 20 anos, prorrogáveis por mais 20. A  Câmara aprovou e eu sanciono amanhã ou até dia 9, quarta-feira.  A  partir daí, a PM amplia sua área de segurança. Com isso,  a Segurança Pública da Capital é ampliada . E teremos uma polícia ainda mais próxima do cidadão”,  avaliou o prefeito. 
O coronel Esnaldo de Souza Moreira,  do 1º Comando Regional de Polícia Militar,  cita que além do local ser estratégico, a futura base policial irá levar segurança e paz social para a comunidade. ” É um local estratégico para termos a estrutura da Força Tática e é um sonho antigo dos moradores daquele local perto da igreja Guadalupe, e será novamente entregue a comunidade para que tenham paz social e segurança, e ainda,  para usufruir daquele local tão bonito”, disse.
Da Força Tática, o tenente-coronel Osmário Cícero Oliveira Júnior,  destaca que a futura unidade policial atenderá toda a baixada cuiabana. “O local é estrategicamente viável e tem várias vias de acesso. Esse novo polo vai trazer um benefício grande e de imediato, a diminuição de roubos  e furto. Dará  uma melhor estrutura aos policiais da Força Tática, que  são especializados no combate mais enérgico contra a criminalidade. E se eles [policiais] estiverem melhor localizados e alojados, com certeza a qualidade do serviço tende a melhorar. A Força Tática é subordinada ao Primeiro Comando Regional da PM e faz o patrulhamento tático dentro da Capital. Agora, instalados  neste local,  daremos uma resposta melhor a sociedade”, comentou  o coronel.
Secretário da Ordem Pública, Leovaldo Sales, pontua que a gestão Emanuel Pinheiro sempre priorizou a Segurança Pública. Ele lembra que  o prefeito Emanuel já cedeu o local para as instalações do  Batalhão da Rotam,  Companhia Independente de Polícia Militar – Centro Histórico e   a Companhia   de Motociclistas no Jardim Leblon.    “O prefeito Emanuel Pinheiro mostra mais uma vez o seu interesse pela Segurança Pública  e  Ordem  Pública  da Capital, oferecendo uma das instalações da Prefeitura para que funcione um quartel da Força Tática que atende toda região metropolitana. Esse é o quarto prédio cedido à Polícia Militar, instituição ao qual faço parte. Isso consolida a nossa  parceria e melhora  as condições sociais de toda uma região”,comentou ele.
Presidente do Bairro Quilombo, Maria Rita, lembra que a instalação de um  posto policial na região é um sonho antigo dos moradores daquela região. Ela agradeceu o apoio do prefeito Emanuel Pinheiro. “Há tempos  estamos indo atrás da instalação de um posto da PM na nossa região. Quero agradecer o  prefeito  Emanuel que nos atendeu  e a Deus, por esse êxito. A nossa comunidade agradece a polícia, prefeito e ao deputado Emanulzinho e  também os vereadores Lilo e Nadaf”, elogiou. 
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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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