Economia
Prefeitura e Sicredi capacitam agricultores familiares de Aricazinho
Economia
Formação já integra o cronograma de atividades do Agro da Gente, um dos eixos do programa Pra Frente Cuiabá
Da Redação
Agricultores familiares da região do Aricazinho, zona rural de Cuiabá, receberam dicas valiosas no último domingo (06), sobre como melhorar a administração de seus sítios e chácaras. A palestra Educação Financeira e a Agricultura Familiar foi oferecida pelo Sicredi, graças a uma parceria com a Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico e a Associação de Pequenos Produtores Rurais do Aricazinho (ASPPRA). A formação já integra o cronograma de atividades do Agro da Gente, um dos eixos do programa Pra Frente Cuiabá.
“A zona rural de Cuiabá é muito rica e com muita capacidade de produção. Criamos o Agro da Gente, que vai ser lançado oficialmente nos próximos dias para investir nas pessoas, nos produtores, para dar apoio para que se desenvolvam como empresários da agricultura familiar, que mudem suas perspectivas de vida para melhor e tenham mais qualidade de vida”, disse o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro.
Cerca de 20 pessoas participaram desta que foi uma das primeiras atividades de capacitação para agricultores familiares na região do Aricazinho. A formação é parte do cronograma do Agro da Gente, ação de fortalecimento da agricultura familiar por meio de apoio técnico, jurídico e profissionalizante as quatro cadeias produtivas: peixe, FLV (frutas, legumes e verduras), frango e leite.
“Não queremos dar o peixe, queremos ensinar a pescar. Por uma determinação do prefeito Emanuel Pinheiro estamos trabalhando este programa Pra Frente Cuiabá, o eixo “Agro da gente” com muita responsabilidade, levando acompanhamento, orientação para que os agricultores familiares aumentem a produção, aumentem suas rendas e melhorem a qualidade de vida. Nosso objetivo é investir em pessoal, em capital humano para desenvolver Cuiabá”, disse o secretário de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Francisco Vuolo.
A gerente de agência, Patrícia Capitanio foi a responsável por apresentar os conceitos básicos e educação financeira aos agricultores. Ela inicia a palestra estimulando os participantes a pensar como gastam seu dinheiro e também a sonhar.
“Estou aqui representando o Sicred para trazer um pouco da consciência de olhar para a vida financeira e ver que não adianta só ter o produto, produzir, vender e não conseguir que sobre dinheiro para aproveitar a vida, não ter um planejamento para viajar. Tenham sonhos, não vivam para pagar contas”, disse Patrícia. Como representante do Sicredi, ela ressalta que muitos precisam apenas de organização financeira e não necessariamente de um crédito.
Durante a palestra, o principal questionamento dos presentes se deu sobre o que seria o lucro, já que muitas vezes os gastos financeiros com a produção em si se misturam com os gastos familiares da casa.
“É muito importante a realização desse programa para nós aqui da zona rural, porque antes não tinham essa preocupação em trazer cursos, em dar assistência e apoio. Nós da Associação estamos abertos para auxiliar a Prefeitura no que for necessário para que o programa continue”, disse o presidente da ASPPRA.
Dona Maria Aparecida, por exemplo, estava interessada também no suporte técnico com relação a orientações de plantio e controle de pragas em seu sítio. “A gente faz por enquanto na tentativa e erro. Eu cresci na roça e passo o dia inteiro mexendo com terra. Eu planto mandioca, mas já tentei plantar jiló e seria bom ter uma orientação de como plantar, em que época, como controlar as pragas”, explica a agricultura de 48 anos.
Economia
Tesouro pagou R$ 152,46 milhões em dívidas de estados e municípios
A União pagou, em julho, R$ 152,46 milhões em dívidas de estados e municípios, na condição de garantidora de operações de crédito contratadas pelos entes subnacionais. Com isso, o valor desembolsado pelo Tesouro Nacional para cobrir parcelas não quitadas pelos devedores chegou a R$ 3,05 bilhões no acumulado de 2026.

É o que mostra o Relatório Mensal de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias (RMGH), divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Tesouro Nacional.
De acordo com o relatório, desde 2016 a União desembolsou R$ 89,58 bilhões para honrar garantias em operações de crédito de estados e municípios. No mesmo período, recuperou R$ 6,06 bilhões por meio da execução de contragarantias.
Apenas em julho deste ano, foram recuperados R$ 5,13 milhões.
O Tesouro Nacional informou que o principal fator para o baixo volume de recursos recuperados é a participação de diversos estados no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), mecanismo que prevê a suspensão temporária da execução das contragarantias.
Segundo o órgão, cerca de R$ 79,78 bilhões das garantias honradas desde 2016 referem-se a estados que participam ou participaram do regime. Além disso, há R$ 1,9 bilhão relacionado à compensação por perdas de arrecadação do ICMS decorrentes da Lei Complementar 194/2022.
Outros R$ 516,74 milhões não podem ser recuperados em razão de decisões judiciais que impedem a execução das contragarantias.
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