Mato Grosso
Unimed de Cuiabá resgata tempos de horror da ditadura
Mato Grosso
Empresa tem rasgado compromissos na manutenção de seriedade humana ao ofertar serviços precários e abusivos de saúde, pelos quais cobra taxas exorbitantes. Questionada na Justiça pelas arbitrariedades sucessivas, também tem ignorado liminares judiciais, além de se posicionar, de forma intimidatória e ameaçadora, à liberdade de imprensa
Da Redação
A atual gestão da Unimed Cuiabá desandou por caminhos tortuosos do bom-senso e da mais aberrante irresponsabilidade, em progressivo confronto a decisões judiciais e atropelo sem piedade dos direitos dos seus associados, grupo em debandada crescente. Na insensível ótica visionária financeira da empresa, a vida, em si, não tem qualquer importância, desde que seus cofres estejam abarrotados. Nenhum dos seus membros diretores, a começar do presidente Rubens Carlos de Oliveira Júnior, tem perdido o sono por causa de gritos de angústia de clientes lesados em seus direitos, não atendidos na emergência de várias situações clínicas complexas e merecedoras de atenção redobrada. Sem falar nas famílias que perderam entes queridos nas mãos irresponsáveis da Unimed Cuiabá…
Essa estranha postura adotada pela direção da Unimed cuiabana, a princípio uma empresa que deveria cumprir, a rigor, seus deveres médicos, é digna de aplausos pelos frios mentores de terror nos tempos da ditadura no País. O presidente da Unimed Cuiabá, Rubens, com certeza está cotadíssimo para receber neste final de ano o “Prêmio da Insensibilidade 2017” e outro ainda mais destacado no cenário dos carrascos que insinuam vender boa saúde: “Prêmio dos Inimigos da Imprensa”.
Já com farto rosário de denúncias da clientela Unimed em mãos, somando-se a documentos de ordem judicial, todos voltados a serviços incompletos e arbitrariedades que a Unimed comete em Cuiabá, o site omatogrosso.com e o “Programa da Gente”, do âncora Laerte Lannes, resolveu, mais uma vez, questionar a empresa acerca desse insistente procedimento abusivo. Na opinião do jornalista, a Unimed estabeleceu confronto desafiador perante as leis vigentes no País ao desrespeitar clientes e imprensa. E hoje, 19, o “Programa da Gente” que tinha uma entrevista agendada a uma semana com o presidente UNIMED, marcado pelo sua assessoria.
A equipe do programa chegou exatamente no horário marcado e foi recebida com rispidez e informações desencontradas, notando-se que o presidente não quis atender a equipe mesmo estando na sede e no horario marcado da entrevista, diante de muitas indagações e ate mesmo falta de respeito por parte da assessoria de comunicação e assessoria jurídica a equipe do programa constatou que a revolta da população à Unimed procede integralmente: a equipe televisiva foi claramente intimidada na sede da Unimed pelos militantes da repressão, disfarçados de “seguranças institucionais”.
“O presidente atual da Unimed Cuiabá, Rubens Carlos de Oliveira Júnior, assumiu, de vez, as velhas práticas da ditadura militar que aterrorizou o Brasil, contrapondo-se aos direitos constitucionais existentes. Importa-lhe somente os ganhos financeiros da empresa que transformou num quartel-general da insensibilidade à dor humana, na extensão da palavra dos pacientes que necessitam de atendimento emergencial e recebem não categóricos em guias fraudadas pela Unimed local”, diz Laerte Lannes
ENTENDA O CASO – Há 40 dias que o “Programa da Gente” tem divulgado denúncias pesadas contra os abusos cometidos pela Unimed contra seus associados. Inclui-se aí uma série de despachos da Procuradoria de Justiça de Mato Grosso, pois a Unimed sequer tem acatado as liminares judiciais ao realizar procedimentos desconexos aos contratos firmados com seus associados. Tais práticas incidem diretamente em prejuízo para quem se associou à Unimed, na esperança de ter bom atendimento médico. No entanto, tem encontrado barreiras e mais barreiras na eventualidade de precisar de alguma medicação especial, ou cirurgias. “A Unimed simplesmente frauda as guias, diz que autorizou, quando na verdade não autoriza nada que possa significar dispêndio financeiro nas suas cotas de lucros mensais”, disse Laerte.
O jornalista conta que a equipe do “Programa da Gente”, conforme combinado com a Assessoria de Comunicação da Unimed, foi hoje (19) às 11h15m à sede da Unimed Cuiabá para entrevistar o presidente, levando documentos comprobatórios das denúncias, inclusive despachos judiciais. “Ao invés de sermos convidados a entrar, assessores de imprensa e do jurídico da Unimed nos pediram os documentos citados, explícito processo de intimidação. Feito isso, simplesmente saíram dali, ignorando-nos por completo. Diante desse descaso típico dos ditadores do Regime Militar, nossa equipe fez uma passagem na porta da Unimed, como é praxe em qualquer jornalismo ético, sério e compromissado em informar a verdade”, acrescentou Laerte.
Laerte Lannes assegurou que a Unimed não conseguiu intimidar a equipe do “Programa da Gente”, pelo contrário: “Não recuamos um milímetro, e na passagem explicativa sobre a fuga da diretoria da Unimed em não prestar esclarecimentos sobre as condutas irregulares contra sua clientela, povo cuiabano, mato-grossense, em geral, fizemos um alerta sério à população, a fim de poupá-la de enganos e prejuízos futuros. Infelizmente, a Unimed de Cuiabá, nas mãos desse presidente Rubens, tem como prática e pilar operacional apenas a obtenção de lucros, não a oferta de serviços médicos na excelência das propagandas que anuncia mídia afora. Certamente, a atual diretriz administrativa da Unimed tem a Justiça num plano de desprezo total, e não hesita também em agregar aí a própria sociedade que tanto ilude e afirma estar à disposição para servir clinicamente, 24h”, enfatizou.
Ele diz ser estarrecedor, pois sensibiliza qualquer um, enumerar os casos de negligência e legítima omissão de socorro da Unimed Cuiabá aos seus associados que, de uma forma ou de outra, estiveram – ou estão inclusos – num quadro crítico de saúde, a exigir procedimentos cirúrgicos urgentes. “Muitos perderam a vida, órgãos, processos que ainda tramitam na esfera judicial, documentos dos quais temos cópias. Reviver isso, citar nomes, ver fotos, situações, equivale a abrir as páginas de volumes ditatoriais do passado negro do Brasil. Infelizmente, é fato real na Unimed Cuiabá. O presidente da instituição, Rubens Carlos de Oliveira Júnior, pode se gabar de poder agir à vontade, criar suas próprias leis e fantasias. As que retratam cenários fictícios de bons serviços médicos por parte da Unimed. O presidente se tornou um bom ator teatral, apropriado mais a encenar peças de horror”.
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Mato Grosso
Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher
Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.
Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.
“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.
Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.
De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.
“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.
Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.
Canais de denúncia:
180 – Todo território nacional
181 – Estado de Mato Grosso
197 – Polícia Civil
190 – Polícia Militar
Autor: Bruno Vicente
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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