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Inversão de valores: “Caça-Fantasma” assombra Barão de Melgaço

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Mato Grosso

Da Redação.

Enquanto muitas Prefeituras são destaques e referência por estarem realizando trabalhos transparentes, com gastos justos, dentro dos rigores da lei, aplicando uma gestão inovadora, mostrando que é possível fazer mais e melhor para atender a demanda da população, ainda existem pseudos gestores, corruptos travestidos de prefeitos (as), que insistem em praticar a velha política.

“Denúncia e investigação”.

Foto:eglu.pontofrio.com.br

Assim, uma denúncia de “funcionário fantasma”, aquele que é contratado, recebe salários e não aparece para trabalhar, em Barão de Melgaço, movimentou a cidade, deixando a população revoltada com situação.

“Nós estamos passando por uma crise, devido a pandemia do coronavírus, o momento é de salvar vidas e não de fazer politicagem”, disse um morador que pediu para não ser identificado, temendo represália.

A equipe de reportagem do www.omatogrosso.com, que esteve na cidade, entrevistou várias pessoas, que mostraram descontentamento com a atual gestão, e ficaram indignadas com a notícia do “funcionário fantasma”.

“Em apenas seis meses de mandato, gestão é marcada por inúmeros escândalos”.

“Certo não está, vários secretários já pediram exoneração, além do secretário de Habitação, os secretários de Educação, e Saúde também deixaram os cargos, alegando incompatibilidade política e administrativa”, revelou outro morador, que também pediu para manter a sua identidade em sigilo.

“Sem autonomia e condições de trabalho, secretariado está deixando a pasta”.

Foto: Reportagem

Após a denúncia de pratica de “funcionário fantasma” ser realizada pelo ex-secretário de Habitação, Naldino Padilha Gonçalves, com registro de Boletim de Ocorrência (BO), baseada tanto no registro de contratação, quando dos pagamentos ao suposto “Fantasma”, a notícia estremeceu a cidade, vindo à tona outras atividades desenvolvidas pela Prefeitura, com características de irregularidades.

Foto: Reportagem

Naldinho, como popularmente é conhecido, disse que além de não ter sido consultado da contratação do assessor, só ficou sabendo depois da ação, e na verificação das atividades dos servidores, foi surpreendido com a ausência do contratado.

“Não estamos aqui para agradar alguém, estamos aqui para fazer o que tem que ser feito, de forma justa e correta, por não concordar com as atividades que estão sendo desenvolvidas, pedi a minha exoneração do cargo de secretário municipal, e registrei o B.O fazendo a denúncia”, explicou Naldinho.

A equipe de reportagem foi até a Prefeitura de Barão de Melgaço, para falar com a prefeita Margareth Gonçalves, onde foi informado que ela estava em Cuiabá, como também não tinham ordem de passar o número do telefone de contato, para que ela pudesse responder os questionamentos.

Já o suposto fantasma, a equipe de reportagem percorreu vários pontos da cidade, onde encontrou só vultos, quem sabe agora, depois da denúncia, ele resolve se materializar e trabalhar.

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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