Mato Grosso
Saúde divulga o 16º Informe Epidemiológico de 2021 sobre a Covid-19
Mato Grosso
A edição leva em consideração os casos registrados de 14 de março de 2020 até 22 de maio de 2021
Da Redação
Em 23 de maio de 2021, o Brasil acumulava 16.047.439 casos confirmados de Covid-19 e 448.208 mortes. Nesta mesma data Mato Grosso registrava cerca de 390 mil casos confirmados e 10.472 óbitos.
Observou-se no país, entre 02 e 15 de maio, ligeira redução das taxas de mortalidade contudo, as taxas de incidência permanecem altas. Alguns fatores combinados, incluindo a vacinação de populações de maior risco, discreta diminuição da ocupação de leitos hospitalares, bem como o processo de rejuvenescimento da pandemia, pode estar contribuindo para a redução da letalidade da doença, sem, no entanto, reduzir a transmissão da doença, que se mantem intensa. Nesse cenário, Mato Grosso, em 15 de maio, estava entre as sete Unidades da Federação com piores taxas de incidência no país e a terceira maior taxa de mortalidade.
As taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no SUS, entre 10 e 17 de maio apresentaram pequenas elevações em muitos estados e capitais, interrompendo a impressão da melhoria do quadro geral verificado em semanas anteriores. Mato Grosso, juntamente com sete estados e o DF apresentou taxas entre 80 e 85%, mantendo-se e em zona crítica. Nove capitais, entre elas Cuiabá, estavam na zona de alerta intermediário, com taxas iguais ou superiores a 60% e inferiores a 80%.
Desde o registro dos primeiros casos em Cuiabá, a Secretaria Municipal de Saúde, com apoio de pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso, publica o Informe Epidemiológico sobre a Covid-19, com o objetivo de monitorar o padrão de morbidade e mortalidade e descrever as características clínicas e epidemiológicas dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave – SRAG pelo SARS-Cov-2 em residentes no município de Cuiabá. Dando continuidade à divulgação de informações sobre a Covid-19 em Cuiabá, esse é o 54º informe produzido, no qual apresentamos as informações desde a data da notificação do primeiro caso em Cuiabá até a 20ª Semana Epidemiológica (SE), compreendendo o período de 14 de março de 2020 a 22 de maio de 2021. Neste informe, destaque especial será dado à comorbidades em indivíduos com Covid-19 em residentes em Cuiabá.
Destaques do período de 14 de março de 2020 a 22 de maio de 2021
– Foram registrados 83.344 casos de Covid-19 residentes em Cuiabá, 94,6% recuperados; 7.807 internações e 2.822 mortes. Nas duas últimas semanas (SE 19 e SE 20) foram notificados 1.444 casos, 215 internações e 87 óbitos.
– A média de casos das duas últimas primeiras semanas de maio (722 casos/semana) foi inferior ao das duas primeiras semanas do mês (788,5). Entretanto, a média de casos/semana em 2021 (1.889) é muito maior que em 2020 (1.060).
– O número de mortes nos primeiros cinco meses de 2021 (1.631) é maior que o ano de 2020 (1.191).
– Entre os pacientes internados com evolução do caso, 41,3% dos idosos, 17,1% dos adultos, e 9,4% das crianças e adolescentes foram a óbito.
– Nas duas últimas semanas houve aumento da taxa de ocupação de leitos de UTI adulto e infantil e de leitos de enfermaria.
– Entre os pacientes residentes em Cuiabá internados por Covid-19 e vieram a óbito, 91,7% ocuparam leitos de UTI e 63,0% estiveram em leitos de UTI desde o momento da internação.
– A presença de comorbidades foi registrada em 27,6% (23.025) dos casos de Covid-19, em 60,1% dos indivíduos internados e em 72,5% dos óbitos.
– Cerca de 41% das gestantes diagnosticadas com Covid-19 referiram presença de comorbidade. Entre as internadas, 62,3% e entre as que foram a óbito, 81,8%.
– No total de casos, a maior frequência de comorbidade foi verificada entre indígenas (36,0%). Cerca de 61% dos negros e 60% dos brancos internados referiram comorbidade e entre os óbitos 82,3% de indivíduos de cor/raça parda e 72,2% negros informaram ter comorbidade.
– A idade média dos casos de Covid-19 com presença de comorbidade foi 50,6 anos enquanto para aqueles sem comorbidade foi 36,6 anos. Entre os indivíduos internados que apresentavam comorbidade a média de idade foi de 60 anos e para os sem comorbidade, 48 anos e entre os óbitos foi de 65,9 anos e 58,4 anos respectivamente.
– A letalidade por Covid-19 entre indivíduos com comorbidade foi 8,9% e entre aqueles casos que não referiram comorbidade foi muito inferior (1,3%), indicando a gravidade dos casos na presença de alguma morbidade.
– O tempo de permanência hospitalar entre os que não possuíam comorbidade foi de 9,8 dias (mediana de 7 dias) e entre os que referiram comorbidade foi de 12,3 dias (mediana de 9 dias).
Mato Grosso
Curso de Direção Operacional capacita membros do MPMT
O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, na sexta-feira (25) e sábado (26), o Curso de Direção Operacional voltado a promotores de Justiça, procuradores de Justiça e policiais militares convidados. A capacitação combinou atividades teóricas e práticas, proporcionando aos participantes conhecimentos e técnicas voltados à condução segura de veículos em diferentes contextos operacionais.A programação foi desenvolvida ao longo de dois dias, com um período dedicado aos fundamentos teóricos da direção operacional e um dia e meio de atividades práticas. O curso foi ministrado pelo 1º Sargento PM Madson Siqueira Silva Neto, integrante do GSI do MPMT, pelo 1º Sargento PM Diogo Muzzi Busato, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), e pelo 3º Sargento PM Adeildo Antônio Arruda, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O conteúdo abordou desde os fundamentos da direção defensiva até técnicas empregadas em situações de emergência. Segundo os dados apresentados durante a capacitação, o Brasil registra cerca de quatro mortes por hora em acidentes de trânsito, sendo o fator humano a principal causa dos sinistros, associado à imprudência, distração, excesso de velocidade e decisões inadequadas.Ao longo da instrução, foram apresentadas as três modalidades de direção. A direção defensiva, utilizada no cotidiano, tem como objetivo antecipar riscos e evitar acidentes. A direção ofensiva é aplicada em situações extraordinárias que exigem deslocamentos emergenciais, enquanto a direção evasiva reúne técnicas destinadas a escapar de ameaças como emboscadas, assaltos ou tentativas de sequestro.Para os profissionais que desempenham atividades institucionais e eventualmente atuam em situações emergenciais, o treinamento reforçou que a missão não é apenas chegar ao destino com rapidez, mas fazê-lo de forma segura, preservando a própria vida, a dos passageiros e a da coletividade.A instrução contou ainda com o apoio do tenente-Coronel Leonardo Leite de Amorim, subchefe Operacional do GSI – Gabinete de Segurança Institucional, e teve como auxiliares o tenente-Coronel Mariano, Sargento Trolesi, Sargento Winicius e Cabo Nuvanor.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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