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Sesp e município de VG firmam parceria para uso de mão de obra de reeducandos

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Ideia é de que os presos da unidade penal Ahmenon Lemos Dantas atuem na reforma de escolas e creches municipais

Da Redação

A Secretaria de Estado de Segurança Pública e a Prefeitura de Várzea Grande vão firmar parceria para uso de mão de obra de presos para trabalhar em reformas de escolas, espaços públicos e na limpeza urbana. O prefeito Kalil Baracat esteve na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas e tratou da parceria com o secretário adjunto de Administração Penitenciária, Jean Gonçalves.

A ideia é iniciar com 12 presos trabalhando na reforma de escolas e creches municipais denominada Patrulha Escolar. Posteriormente, a proposta é estender para que os presos possam atuar também na limpeza urbana, manutenção de postos de saúde, dentre outros serviços. 

“Pedimos que o prefeito faça o documento solicitando que prontamente vamos atender. Posteriormente vamos entrar em contato com a Fundação Nova Chance para termo de cooperação entre as partes, documentação dos reeducandos, abertura de conta, tudo sai pela Fundação Nova Chance e o senhor vai ver a diferença da qualidade e o rendimento da mão de obra dos reeducandos nas frentes de trabalho”. 

O prefeito Kalil Baracat comentou que há um ganho financeiro e social em firmar essa parceria. “O município de Várzea Grande está aberto a essa parceria, acaba dando oportunidade ao ser humano. A ressocialização passa pelo trabalho”. 

Baracat também recebeu documentos com outros projetos que devem ser implantados na unidade como o de Oficina de Costura, Serralheria, Horto Socioeducativa e Blocos de Concreto. Para que sejam efetivados são necessárias parcerias.   

Doação de drone

A Guarda Municipal de Várzea Grande recebeu na terça-feira (25.05) um drone da Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária dentre os 49 que foram apreendidos de janeiro até o dia 25 de maio apenas na Penitenciária Major Eldo Sá (Mata Grande), em Rondonópolis. A doação ocorreu por intermédio do deputado estadual João Batista. 

Assessoria SESP MT

Os equipamentos apreendidos pela Polícia Penal sendo utilizado para levar drogas e celulares a criminosos, agora são utilizados por órgãos de segurança pública. 

Conforme o secretário adjunto de Administração Penitenciária, Jean Gonçalves, outros drones já foram doados para a Polícia Militar, por meio do Batalhão Ambiental e Força Tática de Rondonópolis, Polícia Rodoviária Federal, Sinfra, dentre outros órgãos públicos.

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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