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Celebração dos 30 anos da visita do Papa São João Paulo II a Cuiabá

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Mato Grosso

Com a participação do vice-prefeito de Cuiabá, José Roberto Stopa, o evento, organizado pela Arquidiocese de Cuiabá, foi realizado neste domingo (23)

Da Redação

O vice-prefeito de Cuiabá, José Roberto Stopa, participou neste domingo (23) da celebração de criação do Santuário Eucarístico São João Paulo II. O ato, promovido pela Arquidiocese de Cuiabá, dá início às comemorações dos 30 anos da visita do Papa a Mato Grosso, especialmente na Capital.

O evento seguiu todas as medidas de biossegurança estabelecidas por decreto municipal como, por exemplo, limite de público, distanciamento social, uso obrigatório de máscara e disponibilização de álcool 70%. Conduzido pelo Reverendíssimo Arcebispo de Cuiabá, Dom Milton Santos, o ato é considerado um marco para o segmento religioso.

“Me sinto muito honrado em participar e representar o prefeito Emanuel Pinheiro em um ato histórico como este. A vinda do Papa João Paulo II, sem dúvida alguma, é um dos maiores acontecimentos dos 302 anos de Cuiabá e merece ser revivida na memória dos cuiabanos”, disse o vice-prefeito. Emanuel Pinheiro cumpre agenda de vistoria aos novos ônibus que serão incorporados à frota da capital nas cidades de Botucatu (SP) e Caxias do Sul (RS).

Créditos: Davi Valle

A vinda de um dos maiores chefes de Estado do mundo a Cuiabá, o Papa São João Paulo II, ocorreu em outubro de 1991. Na época, conforme relatado pela Arquidiocese local, o líder religioso passou também por diversas cidades brasileiras, sendo considerado um importante canal para o reavivamento da fé da população cristã.

Por aqui, o Papa beijou o solo cuiabano e discursou para milhares de pessoas no local que atualmente é conhecido como Memorial São João Paulo II, situado na Avenida Oátamo Canavarros, no bairro Morada do Ouro. Em sua fala, a Santidade deixou como principal mensagem o amor de Deus pelo ser humano.

“A Prefeitura está sempre à disposição para prestigiar e colaborar com a realização de eventos que fazem bem à população. Já somos parceiros no Vinde e Vede, por exemplo. Assim como também fomos atendidos quando precisamos utilizar o Sesi Papa como um dos polos de vacinação. Então vamos continuar fortalecendo esse tipo de ação”, pontuou Stopa.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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