Mato Grosso
Dois caminhos e um destino: MDB
Mato Grosso
Da Redação
Com as lideranças das duas maiores cidades e colégios eleitorais do estado de Mato Grasso, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) poderia estar na popular “zona de conforto”, ou “voando em céu de brigadeiro”, porém, a realidade é outra, já que na “Cidade Industrial”, o prefeito Kalil Baracat acaba de receber um pacote de obras do Governo do Estado, e na Capital, Emanuel Pinheiro ainda não conseguiu se entender com Mauro Mendes (DEM).
Enquanto o governador do Estado, Mauro Mendes juntamente com o prefeito Kalil Baracat anunciam um pacote de obras, que vai revolucionar o sistema de abastecimento de água na cidade, problema que persegue a população por várias décadas, entre outras obras que beneficiam diretamente a sociedade, estreitando laços e relacionamentos, confirmando as parcerias do passado, presente e futuro, impossibilitando assim uma ruptura no grupo político para nas próximas disputas, outros insistem em seguir outro caminho.
“Do outro lado do rio a realidade é outra”.
Enquanto uma ala do MDB demonstra interesse em seguir vida independente, com candidatura própria, outra já mostra a tendência de composição, sem falar das cogitações até da saída do prefeito Emanuel Pinheiro, para disputar ao cargo de governador do estado, nas eleições de 2022.
De acordo com informações de bastidores, assim como aconteceu na eleição passada, quando Emanuel Pinheiro teria disputado sem o apoio total sigla, para próxima eleição, aqueles que apoiaram a reeleição do prefeito, já estão unidos e prontos para o desafio, seja no MDB ou em outro partido.
Com as movimentações dos últimos dias, é nítida as mudanças de siglas, enquanto o MDB e o DEM discutem para aparar as arestas da base, com problemas criados pelas conquistas dos cargos de poder, travando, freando, causando apenas saldos negativos, em decorrência dos papeis de protagonistas, existem aqueles partidos que não estão no pelotão de frente, porém, como coadjuvantes, sem gerar crises e ciumeiras, estão correndo por fora, no silencio, crescendo, ganhando estruturando e corpo.
Entre os anos de 2001 e 2002, enquanto dois grandes partidos da época se digladiavam, com cogitações, pré-candidaturas, formação de grupos que até então esperavam que apenas dois grupos teriam condições de disputar para vencer as eleições, aí que surge uma terceira via do interior, filado em um partido que não estava nas miras dos holofotes, e conseguiu reverter a situação, vencendo os então poderosos e favoritos da época.
Certo é, que o cenário e período são outros, porém os problemas entre as siglas são semelhantes, o que já faz levantar cogitações de fortalecimento de outros partidos.
Hoje, se a palavra chave dentro das maiores siglas partidárias do estado fosse pautada pela sapiência, respaldada na união e objetivo comum, um grande grupo se formaria com muita força, mas como a coerência não está fazendo parte do sistema, dando lugar para objetivos individuais, uma grande avenida está sendo aberta para outros desfilarem.
Foto: blogdojorgevieira
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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