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Para “evitar surpresas”, Emanuel quer total divulgação sobre interdições na Jurumirim

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A intervenção no local está autorizada a iniciar a partir do dia 21 de junho

Da Redação

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, afirmou na segunda-feira (17) que não admitirá que a população seja pega de surpresa com interdições para obras de reparo na Trincheira Jurumirim, localizada na Avenida Miguel Sutil. Segundo o chefe do Executivo municipal, a intervenção no local está autorizada a iniciar a partir do dia 21 de junho, mas, antes disso, o Governo do Estado de Mato Grosso deve fazer uma ampla campanha de informação.

O reparo será executado somente a partir da aprovação do Município de todo planejamento. A medida é regulamentada pelo Decreto nº 6.212, assinado pelo prefeito Emanuel Pinheiro em 2017. De acordo com o decreto, todas as obras, serviços de engenharia e reparos programados nas obras ligadas a Copa do Mundo, realizada em Cuiabá em 2014, devem ser previamente autorizadas pelo Poder Executivo Municipal.

“O que não quero é que a população seja pega de surpresa. Não vou aceitar que o cidadão, que é acostumado com aquela rota, saia de casa em um dia e veja tudo normal e no outro esteja tudo parado, interditado. Quero que a obra seja precedida por uma ampla campanha de informação à população, apresentando os motivos da intervenção, prazo, rotas alternativas. Isso é respeito com a população”, enfatizou Emanuel.

A obra será executada pelo Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura. Segundo o planejamento apresentado à Secretaria Municipal de Obras Públicas, a Trincheira deve ser interditada por um período estimado de sete meses para que seja corrigido um problema no sistema de drenagem de águas pluviais. A previsão é que, somente na parte inferior, deva ser retirado cerca de 1,5 metro de solo.

“Essa substituição do solo por outro de melhor qualidade deve alcançar uma extensão de aproximadamente 1,2 quilômetros. Além da troca de solo, o Estado deve fazer uma nova drenagem e pavimentação. Somado a isso, os drenos laterais, que é o que fica na parede da trincheira, também estão todos comprometidos e precisam ser refeitos”, explica o vice-prefeito e secretário de Obras Públicas, José Roberto Stopa.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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