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Com obra a todo vapor, duplicação da Av. Dante Martins de Oliveira deve ser concluída até o fim deste ano

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A intervenção faz parte do programa Minha Rua Asfalta, desenvolvido desde 2017

Da Redação

O vice-prefeito e secretário de Obras Públicas, José Roberto Stopa, revelou que o planejamento da Prefeitura de Cuiabá é entregar a duplicação da Avenida Dante Martins de Oliveira (Av. dos Trabalhadores) até o fim deste ano. A intervenção faz parte do programa Minha Rua Asfalta, desenvolvido desde 2017, e recebe um investimento de R$ 2.329.558,39.

“Essa foi a missão dada pelo prefeito Emanuel Pinheiro. Após a inauguração do viaduto Murilo Domingos, ele determinou que encontrássemos os esforços na conclusão desta importante obra. Estamos trabalhando firme para que até o fim deste ano possamos entregar mais essa melhoria, principalmente para os moradores das regiões Leste e Norte”, explica Stopa.

Segundo o projeto, a extensão alcançada pela duplicação está situada entre o Residencial Santa Inês e a rotatória de entrada do bairro Planalto, totalizando dois quilômetros. No trecho, já foi feita a instalação da tubulação da rede de drenagem de águas pluviais e agora a equipe atua na construção das caixas de passagem, terraplanagem e compactação do solo. 

“Também já finalizamos a fase de desassoreamento do córrego que passa no meio da via e estamos com uma equipe concentrada na construção do muro de gabião nas paredes laterais. Ou seja, a obra está a todo vapor, a evolução pode ser vista diariamente por quem passa pelo local, e vamos nos empenhar para cumprir o cronograma”, comenta o secretário.  

A duplicação da avenida é composta por diferentes fases que, ao fim, resultarão em uma via completamente remodelada para os milhares de condutores que transitam diariamente pela região. Além da rede de drenagem, terraplanagem e pavimentação, estão previstos os serviços de construção de meio-fio, calçadas e sinalização horizontal e vertical.

O recurso aplicado na obra tem como origem a operação de crédito formalizada com o Banco Brasil, que resultou na chegada de R$ 17.823.362,91. Além da duplicação da Dante Martins de Oliveira, o valor também está sendo utilizado para pavimentação dos bairros Sol Nascente, Guaicurus, Jardim Industriário II, Nova Esperança III e a segunda etapa do Jardim Imperial II. 

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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