Esporte
De verde, Torino homenageia Chapecoense e fica no empate com a Atalanta
Esporte
Equipe de Turim entra em campo com as cores do time brasileiro em partida dentro de casa
Da Redação
Pouco mais de um ano depois da tragédia aérea na Colômbia que matou 71 pessoas – entre jogadores, comissão técnica e dirigentes, além de tripulantes e jornalistas -, a Chapecoense foi novamente homenageada em campo neste sábado. Pela 14.ª rodada do Campeonato Italiano, no estádio Olímpico, em Turim, o Torino enfrentou a Atalanta todo de verde, substituindo o seu tradicional grená no uniforme, e ficou no empate por 1 a 1.
Pouco mais de um ano depois da tragédia aérea na Colômbia que matou 71 pessoas – entre jogadores, comissão técnica e dirigentes, além de tripulantes e jornalistas -, a Chapecoense foi novamente homenageada em campo neste sábado. Pela 14.ª rodada do Campeonato Italiano, no estádio Olímpico, em Turim, o Torino enfrentou a Atalanta todo de verde, substituindo o seu tradicional grená no uniforme, e ficou no empate por 1 a 1.
O próprio Torino admitiu que o acidente aéreo da Chapecoense “faz lembrar a tragédia de Superga”, envolvendo justamente o clube italiano. Em 1949, o avião que levava os jogadores do time grená se chocou com a Basílica de Superga, que fica em um morro na cidade de Turim, e matou as 31 pessoas que estavam a bordo.
O Torino informou que foram fabricadas 1.500 unidades desta camisa verde, que serão colocadas à venda e terão parte do valor arrecadado revertido para os familiares das vítimas da tragédia do ano passado.
Em campo, o Torino saiu na frente no placar com um gol de cabeça do zagueiro Nicolas N’Koulou no final do primeiro tempo, aos 46 minutos. Na segunda etapa, a Atalanta conseguiu o empate com o atacante Josip Ilicic, aos nove minutos.
Na tabela de classificação, os dois times estão empatados com 20 pontos com mais três equipes: Milan, Bologna e Chievo Verona. Pelos critérios de desempate, a Atalanta está em sétimo lugar e o Torino ocupa a 10.ª colocação.
Fonte: Estadão Conteúdo
Foto: Alessandro Dimarco /EFE
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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