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Enfermeiro do HMC discorre sobre a profissão. “Vai muito além do que muitos imaginam…”

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Há 17 anos formado e 12 anos atuando na pediatria, Venícius Costa conseguiu mudar a forma de lidar com as crianças e familiares, fragilizadas por estarem passando por um momento delicado, sem saúde

“A enfermagem vai muito além do trocar fraldas, fazer o acompanhamento dos pacientes internados, administrar remédios, canalizar emoções e acompanhar famílias nos momentos mais duros da vida. Quando se fala em UTI pediátrica a doação, o amor e responsabilidade vem de forma dobrada”. Essa declaração é do enfermeiro Venícius Costa, coordenador da ala pediátrica do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). “A missão de cuidar, de olhar pelo próximo e tentar fazer a diferença na vida de alguém no momento mais difícil dessa pessoa é algo que não tem explicação”.

De acordo com o enfermeiro, a humanização no acompanhamento das mães e familiares das crianças comprovou que a recuperação dos pacientes acontece de forma mais rápida. Ele destacou que, a partir daí, começou a capacitar a equipe para que tivesse outra abordagem com os pacientes da ala pediátrica.

“Comecei a perceber que todo ato de carinho, preocupação e amor, tinha um resultado positivo na recuperação do paciente. Minha equipe trabalha de pijama, tudo é temático; desde a toca até uma máscara. O modo de pulsionar a veia, o cuidado de não deixar meu paciente ter lesão, a forma de conversar com a família, tudo é feito de um jeito que envolva amor”, explica.

O coordenador ainda relata as diversas ações que ele e uma equipe de voluntários anônimos desenvolvem na pediatria do HMC. Um dos pontos fortes é a entrega de um diploma para a criança que recebe alta, citou. “Nesse certificado, é confirmada a “primeira vitória” que ela teve na vida, documento assinado por todos os profissionais que cuidaram dela, como os médicos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, técnicos de enfermagem, enfermeiros, nutricionistas. Além disso, dentro da UTI pediátrica existe um local que contém fraldas descartáveis, kits bucais, kits de higiene para adultos e crianças, brinquedos, livros pedagógicos, etc. Tudo é fruto de doação, e é oferecido ao paciente ou familiar que naquele momento inicial”.

Tal sensibilidade já se tornou fato corriqueiro nos procedimentos da ala de enfermagem, acentua Venícius. “Muitas vezes, chega uma mãe ou um pai acompanhando o filho do interior do Estado e não tem condições de comprar um sabonete, muito menos fraldas que a criança vai precisar durante o período da internação. Com a ajuda dos voluntários, nós já oferecemos de prontidão todo este kit”, explica.

Outro destaque criado pelo enfermeiro Venícius foi o mural “Mão dos Anjos”, onde todas as crianças que recebem alta deixam a marca de suas mãos. Ali também é anotado a data em que ela deixou o hospital. Para Venícius, “é uma grande honra poder trabalhar em uma gestão que oferece todo o apoio à humanização”. Coisa que, no passado, relembra com certa tristeza no olhar, não existia. “Venho de outras gestões, na condição de servidor veterano da Saúde. Nunca havia trabalhado com esse pilar de humanização, de caridade e de amor. Isso eu encontro na atual administração”.

“AÇÕES SOLIDÁRIAS PROSSEGUEM NA PANDEMIA”

Foi enfatizado por ele que a Municipalidade [Saúde] está igualmente atenta para desenvolver uma série de ações solidárias, independente da pandemia que o município enfrenta com armas preventivas (vacinação, restrições e outros módulos de bloquear o avanço da covid-19). “Quem pensa que, mesmo em meio à pandemia essas ações solidárias acabaram, está equivocado: Páscoa, Dia das mães, Dia dos pais, Natal e outras datas não deixaram de ser comemoradas pelos profissionais da saúde que cuidam da ala pediátrica. É importante manter as tradições com foco de cuidados básicos que o momento exige. Afinal, estamos numa guerra, e o inimigo comum é o coronavírus”.

Segundo o enfermeiro, essas ações se contrapõem aos momentos de dor que muitos enfrentam por conta da pandemia. “Aqui, os pacientes e seus familiares estão no momento de maior fragilidade, mas por outro lado eles encontram clima de solidariedade, carinho e humanização, o que sublinha receptivo calor humano. Então, isso torna não apenas a UTI pediátrica, mas toda a ala da pediatria, um lugar abençoado e diferenciado”, finaliza.

Por Júlia Batista Milhomem

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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