Mato Grosso

Município libera Estado para realizar reparos na trincheira Jurumirim

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Mato Grosso

Da Redação

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, reiterou que o Governo do Estado poderá começar os reparos na trincheira Jurumirim – a partir do dia 17 deste mês.  Isso porque, o novo viaduto Murilo Domingos, na Avenida Manoel José de Arruda (Av. Beira Rio) – será entregue para a população nesta segunda-feira (10). 

O prefeito cita que somente não liberou a obra antes, para evitar caos no trânsito. “Já tínhamos o novo viaduto provocando congestionamento no trânsito. A ideia é liberar essa obra após o Murilo Domingos ser entregue e assim está sendo feito. A partir do dia 10, já pode mexer com os trâmites, por exemplo, sinalizar as vias, dar publicidade nessas  rotas. Tudo isso é para não pegar o povo de surpresa”, explicou o prefeito.
A Trincheira deve ser interditada  – pelo Governo do Estado  – por um período estimado de sete meses para que seja corrigido um problema no sistema de drenagem de águas pluviais. A previsão é que, somente na parte inferior, deva ser retirado cerca de 1,5 metro de solo e substituído por outro de melhor qualidade. Essa obra foi orçada em R$ 50,5 milhões e  estava no pacote das grandes obras de mobilidade que seriam entregues em 2014 – antes dos jogos da Copa do Mundo – a Capital foi uma das subsedes. A trincheira foi entregue somente em  2016 com diversos problemas de  engenharia. 
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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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