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Prefeitura promove debate com lideranças do Altos da Serra I

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Na oportunidade, os moradores apresentaram como principal necessidade a conclusão da obra de pavimentação

Da Redação

O vice-prefeito e secretário de Obras Públicas, José Roberto Stopa, se reuniu na manhã desta segunda-feira (10) com uma comissão de moradores do bairro Altos da Serra II. O ato teve como objetivo promover o debate sobre as ações que podem ser desenvolvidas na comunidade fundada há mais de 20 anos, melhorando a qualidade de vida das mais de 2 mil famílias que residem no local.

Também estiveram presentes a secretária-adjunta de Habitação, Renata Figueiredo Bicudo Sardinha, e representantes de outras secretarias municipais. Na oportunidade, os moradores apresentaram como principal demanda a conclusão da obra de pavimentação. Incluído no programa Minha Rua Asfaltada, o bairro está programado para receber mais de 10 quilômetros de asfalto.

“Junto com o asfalto, a obra contempla construção de rede de drenagem de águas pluviais, meio-fio e calçada. É um benefício que já alcançou várias vias, mas precisamos dar continuidade. Existem cerca de 12 ruas que não foram pavimentadas, que o prefeito Emanuel Pinheiro já determinou a criação de uma força-tarefa para resolver as situações pendentes. A população pode ter a certeza de que vamos concluir mais essa obra”, assegurou Stopa.

Além da pavimentação, o encontro serviu para tratar ainda do andamento do processo de regularização fundiária dos imóveis edificados na comunidade. Por meio do programa Meu Lar, Minha Conquista, está prevista a entrega de cerca de 1,2 mil Títulos Definitivos de Propriedades aos moradores. Também esteve em pauta a construção de um PSF e um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI). 

Todas essas demandas serão levadas ao prefeito Emanuel Pinheiro, para que seja definido um cronograma para atendimento de cada uma delas. São intervenções de extrema importância para uma região em pleno desenvolvimento. O Altos da Serra II é um dos bairros que será diretamente beneficiado pelo Contorno Leste. Então, a tendência é que esse crescimento, que já existe hoje, seja potencializado”, pontuou o vice-prefeito.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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