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UNIMED CUIABÁ: Reclamações aumentam contra a empresa, incluindo ações judiciais

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 A Unimed Cuiabá está na contramão do bom-senso e da própria sensibilidade com o produto que diz ser sua linha de trabalho prioritária: vidas humanas. Associados têm formado filas para oficializar leque de ações contra a empresa, que sempre alega falhas nas guias para não realizar intervenções, independente de serem urgentes 
Da Redação
 
A Unimed Cuiabá está sendo acusada .de omissão no atendimento clínico e até de causar surdez nos clientes, conforme denunciou familiares do associado Nivaldo ao “Programa da Gente”. Nivaldo é uma das muitas vítimas do sistema da Unimed, que a família qualifica de “negligente e impiedosa”. Isso custou a Nivaldo a perda da audição completa num dos ouvidos, ocasionada pela demora e persistente recusa da Unimed Cuiabá de realizar o procedimento cirúrgico, após comprovação do grave quadro infeccioso do paciente.  
Revoltado pela injustiça que o associado Nivaldo sofreu nas mãos da empresa Unimed Cuiabá, os âncoras do “Programa da Gente”, jornalistas Laertes Lannes e Claudio Natal comentou hoje (28/11) que procedimentos similares desgastam a credibilidade de qualquer empresa, por mais que ela recorra à publicidade maciça para divulgar serviços que, na prática, não cumpre. “Ofertar maravilhas no atendimento clínico é uma coisa, quando a Unimed Cuiabá quer trazer, para si, mais associados. Agora, no instante em que eles, os associados, necessitam dos serviços da Unimed, aí já é outra história: a Unimed Cuiabá, pelo que tem sido comprovado, não cumpre as cláusulas contratuais dos seus planos, e sempre consegue atalhos para argumentar que tem razão ao negar determinados atendimentos, principalmente os cirúrgicos, os mais caros. É uma forma de ludibriar o associado, manobra criminosa, que precisa ser averiguada e punida pela Justiça”.
 
Pelo processo que acionou contra a Unimed, consta todo o calvário do associado Nivaldo para conseguir a cirurgia e tentar salvar a audição.Ao ser consultado, constatou-se que Nivaldo necessitava de urgente cirurgia, mas a Unimed manteve relutância radical em não realizar esse procedimento, alegando impeditivos burocráticos. Nivaldo teve então o quadro infeccioso do ouvido agravado no decorrer dos dias, enquanto tentava conseguir a intervenção cirúrgica. Houve posteriores complicações de ordem infecciosa, causadas pelo problema originário no ouvido, com risco de perda da própria vida do “paciente Unimed”.
 
Desesperado pelas negativas da Unimed, o associado recorreu à Justiça, que, por meio de liminar, obrigou-a a operá-lo. Mas não a tempo de recuperar seu sistema auditivo, já totalmente corroído pela infecção prolongada, e o pior: a exigir uma nova intervenção para implantação de próteses, a fim de que pudesse voltar a escutar. Mais uma vez, a Unimed Cuiabámanteve postura de insensibilidade, afirmam parentes do associado, hoje em estado depressivo, depois de ter ficado quase dois anos surdo.
 
Notificada, a Unimed Cuiabá sequer divulgou nota oficial para explicar essa ocorrência e rebater as acusações de omissão médica num dos seus associados (Nivaldo). A empresa tem evitado contato com a imprensa, apesar de a direção confirmar, por telefone, que seu presidente compareceria ao “Programa da Gente”, o que também não aconteceu. Outras denúncias contra a Unimed Cuiabá vêm se acumulando diariamente, envolvendo adultos e crianças. 
 
Os jornalistas enfatizaram, ao finalizar a matéria televisiva, que “a Unimed Cuiabá vende saúde por meio dos seus planos, não paródias para enganar os mais humildes e fazer com que padeçam à míngua quando realmente necessitam de atendimento clínico por parte da empresa. Temos um fardo de ações judiciais contra a Unimed, disponíveis para quem quiser ver. Portanto, cabe à Unimed dar uma resposta respeitável à sociedade”.
 
                                                                   NOTA
A Unimed Cuiabá, segunda maior operadora de saúde do Centro-Oeste, quinta entre as maiores do sistema Unimed, possui 1.350 cooperados, rede credenciada com 133 clínicas, 21 hospitais, 51 laboratórios e 208 mil clientes. A prestação de serviços de saúde com qualidade, segurança e agilidade é a principal marca em 42 anos da Cooperativa em Cuiabá e outros 10 municípios da região.
Entre os princípios administrativos da gestão está o fiel respeito à legislação, seja em âmbito federal, estadual ou municipal, bem como o rigoroso cumprimento a decisões judiciais. A operacionalização do encaminhamento é sistematizada, imediatamente à notificação da Cooperativa por quaisquer instâncias da Justiça.
A fidelidade aos interesses e direitos aos clientes está expressa nos instrumentos contratuais que seguem as regulamentações preconizadas pelas Agência Nacional de Saúde (ANS). Também pode ser comprovada pelos canais de comunicação exclusivamente dedicados ao atendimento presencial, via site, call center ou Ouvidoria.
Para a verificação de situações e processos, é preciso informações com pelo menos o nome do cliente. Neste momento, a Unimed Cuiabá reforça que não consta nenhuma pendência por falta de atendimento a demandas determinadas pela Justiça.
Ediana Tanara de Oliveira e Silva 
Analista de Comunicação
Unimed Cuiabá Cooperativa de Trabalho Médico
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Envelhecer é escolha? Webinar do MPMT debate os desafios da longevidade

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Nesta quinta-feira (1º), das 8h às 10h (horário local), o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) promove o webinar “A (difícil) decisão de envelhecer”, com o professor e pesquisador Jorge Félix. Em alusão ao Dia Internacional da Pessoa Idosa, o evento discutirá os impactos do envelhecimento populacional, os desafios do cuidado na velhice e a necessidade de políticas públicas para uma sociedade cada vez mais longeva. O evento ocorrerá de forma virtual, pela plataforma Microsoft Teams, com transmissão ao vivo pelo canal oficial do MPMT no YouTube. A iniciativa é da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT. A programação abordará temas como cuidado de longa duração, bem-estar social, políticas públicas para a população idosa, preconceito relacionado à velhice e os impactos econômicos e sociais decorrentes da nova realidade demográfica. Além de discutir questões já presentes no cotidiano de milhões de brasileiros, o webinar pretende lançar luz sobre temas que ainda recebem pouca atenção no debate público, como a dependência na velhice, a necessidade de redes de cuidado e a efetivação dos direitos das pessoas idosas. A proposta é estimular reflexões e contribuir para a construção de respostas mais efetivas por parte do Estado, das instituições e da sociedade diante de um fenômeno sem precedentes na história da humanidade. A palestra será ministrada pelo professor e pesquisador Jorge Félix, autor da obra “A (difícil) decisão de envelhecer: reflexões sobre longevidade, cuidado e bem-estar social”. Com base em estudos e evidências científicas, o especialista apresentará análises sobre temas como idadismo, aposentadoria, mercado de trabalho, inovações tecnológicas, dependência e os efeitos sociais e econômicos do envelhecimento populacional. A abertura será conduzida pelo procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular da Procuradoria Especializada. O evento terá como debatedor o promotor de Justiça Daniel Balan Zappia. O webinar é destinado a membros(as), servidores(as), estagiários(as), residentes e colaboradores(as) do Ministério Público, além do público externo interessado na temática. Haverá emissão de certificado aos participantes que preencherem o formulário de presença disponibilizado durante o evento. Sobre o palestrante – Jorge Félix é doutor em Ciências Sociais e mestre em Economia Política pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Professor de Gerontologia da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador especializado em envelhecimento populacional, foi pioneiro no Brasil nos estudos sobre a Economia da Longevidade (Silver Economy) e fundador do Centro de Estudos da Economia da Longevidade. Jornalista há mais de quatro décadas, também atua como apresentador e comentarista da TV Globo. Lançado em 2026 pela Editora Unicamp, o livro “A (difícil) decisão de envelhecer” reúne reflexões sobre os desafios de uma sociedade cada vez mais longeva. Em uma abordagem interdisciplinar e acessível, a obra trata de temas que vão da genética ao idadismo, da negação da velhice ao cuidado de longa duração, promovendo reflexões sobre bem-estar social, cidadania e garantia de direitos da população idosa.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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