Mato Grosso
Secretário Samaniego assume Semob
Mato Grosso
Luis Claudio acumula Governo e Meio Ambiente. Nomeações serão publicadas na Gazeta Municipal nesta quinta-feira, 6
Da Redação
O prefeito Emanuel Pinheiro nomeou, na noite desta quarta-feira (05), Juares Samaniego para ocupar o cargo de secretário de Mobilidade Urbana de Cuiabá. Com a indicação do chefe do Executivo, o secretário de Governo, Luis Claudio de Castro Sodré é quem assume o lugar de Samaniego – interinamente – na Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e Sustentável. Sodré irá acumular as pastas de Governo e de Meio Ambiente. As nomeações serão publicadas na Gazeta Municipal de quinta-feira (06).
A escolha de Emanuel Pinheiro leva em consideração a capacidade técnica dos dois gestores. “Juares e Luis Claudio são dois grandes secretários e têm serviço prestado. Tenho plena confiança de que farão um ótimo trabalho à frente das respectivas Secretarias, dando sequência e avançando ainda mais nas conquistas alcançadas pelos seus antecessores”, disse o prefeito de Cuiabá.
Juares Silveira Samaniego tem 55 anos, é casado e pai de três filhos. Natural de Ponta Porã (MS), ele vive em Cuiabá há 33 anos. Graduou-se em Engenharia Civil e Segurança do Trabalho pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em 1988.
Formou-se ainda em Direito pela Universidade Cândido Rondon (Unirondon). Atuou como presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia.
Além disso, colaborou com a Frente Parlamentar de Desenvolvimento em Prol da Retomada das Obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT).
Já Luis Claudio de Castro Sodré tem 54 anos, é casado e pai de três filhos, natural do Rio de Janeiro (RJ). Vive há 42 anos em Cuiabá. Formado em Direito, é servidor de carreira do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), onde ingressou em 1987. Ele também tem pós-graduação em Direito civil pelo IDP Brasília.
Exerceu os cargos de presidente da Associação dos Servidores do Poder Judiciário, presidente do Instituto de Seguridade Social dos Servidores do Poder Judiciário, vereador do município de Cuiabá na legislatura 2017-2020, quando atuou como líder do prefeito. Disputou as eleições de 2020 para vereador, obtendo 3.001 votos, sendo o sétimo mais votado.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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