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Incluiabá: Novos servidores começam atividades no Palácio Alencastro

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Incluiabá: Novos servidores começam atividades no Palácio Alencastro

A Prefeitura de Cuiabá já conta com dezesseis novos servidores oirundos do projeto Incluiabá – Inclusão, Respeito e Oportunidade, pioneiro em todo o país,  e que garante a inclusão dos grupos sociais pertencentes às minorias no mercado de trabalho. Os novos colaboradores iniciaram as atividades nesta  segunda-feira (3). O Incluiabá tem como principal incentivadora, a primeira-dama Márcia Pinheiro,  e é  coordenado pela Secretaria de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência.

“Para nós é motivo de orgulho concretizar sonhoa. São trabalhadores e trabalhadoras que sofreram com preconceito e que têm a chance de desconstruir esse cenário. Uma gestão humanizada, que trabalha focada para oferecer bem estar, dignidade e respeito aos seus servidores, como a nossa gestão, vai ajudar na formatação, na edificação, de novos projetos. O Incluiabá é uma iniciativa com causa e efeito”, pondera  o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.

O projeto atende a população LGBTQIA+, a pessoa com deficiência, imigrantes, pessoas e outros grupos sociais que também enfrentam dificuldades no acesso ao mercado, valorizando as habilidades e as potencialidades de cada um, de modo que possam sentir, efetivamente, que fazem parte do meio e que podem e devem ser tratados como qualquer outro trabalhador.

Nesse primeiro momento, os novos profissionais já atuam na recepção central do Palácio Alencastro e também no gabinete do prefeito Emanuel Pinheiro.

Ansiosa em seu primeiro dia de trabalho, Maria Auxiliadora de Souza, 62 anos, agradeceu a oportunidade e rememorou que “não tem idade para quem tem força de vontade e deseja o melhor para sua vida”. Citou ainda que “farei  de tudo pra fazer valer a oportunidade que estou tendo, vou oferecer o que tenho de melhor”.

Fernando Henrique, 31 anos, autista, também se mostrou entusiasmado no primeiro dia de atividade. Ele conta que esse trabalho significa um recomeço.

“Fiquei por muito tempo sem esperança,   sem ânimo e sem acreditar que seria possível ocupar uma vaga de trabalho, e uma vaga na Prefeitura de Cuiabá. Ainda acho que estou sonhando. Estou muito feliz”.

A secretária-adjunta de Direitos Humanos da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, Christiany Fonseca, –

responsável pela elaboração das diretrizes da iniciativa, ressaltou que o projeto é único em todo o Brasil. “Com o Incluiabá será possível trazer – literalmente – para estrutura da Prefeitura, todos os grupos que de alguma forma são marginalizados pela sociedade. É muito gratificante, perceber os resultados de um projeto criado com muito carinho e dedicação”.

Além da lotação dessas pessoas na estrutura do Gabinete do Prefeito e nas secretarias lotadas no Palácio Alencastro, os novos trabalhadores também irão atuar nas demais unidades do município.

Em virtude da pandemia do novo coronavírus, o regime de trabalho será em forma de escala, com turnos diferenciados, matutino e vespertino, trinta (30) horas semanais. Os novos servidores foram capacitados para o desempenho das atribuições.

Os funcionários são terceirizados, sendo a empresa Bem Estar- Prestadora de Serviços a responsável pela contratação e acompanhamento dos trabalhos. A meta é a contratação de até 50 trabalhadores.

“Estamos imbuídos em levar esse projeto para vários cantos, pois se trata de uma ação participativa e humanizada, sendo essa a principal marca da gestão Emanuel Pinheiro. Me sinto honrado por estar contribuindo e fazer parte de um projeto de tamanha importância igual a esse”, ressaltou o secretário adjunto da Pessoa com Deficiência, Rubens da Silva- Rubinho da Guia.

“O Incluiabá não deve ser uma ação exclusiva da Prefeitura, sendo apenas liderada pelo Executivo, mas sim servir de exemplo para outras prefeituras, instituições, empresas, entre outros. É uma ação do povo cuiabano”, finaliza Emanuel Pinheiro.

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Trocado na véspera, Maluf rompe silêncio e diz que Wellington “descartou” compromisso firmado

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O empresário Marcelo Maluf (Novo) decidiu se manifestar nesta sexta-feira (7) após ser retirado da chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. Em nota enviada à imprensa, ele criticou duramente a condução da mudança e afirmou que sua indicação para a vice havia sido formalizada após uma construção política que envolveu os partidos aliados.

Maluf afirmou que foi comunicado pelo próprio Wellington de que outro nome seria escolhido para a vaga. A decisão foi tomada na noite de quinta-feira (6), quando o PL definiu o médico Alencar Farina como novo candidato a vice-governador.

Para o empresário, a alteração não representa apenas uma mudança na composição eleitoral, mas uma quebra de compromisso.

“Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.”

Segundo Maluf, sua participação na chapa não nasceu de uma negociação informal. Ele afirmou que aceitou o convite depois de uma decisão política que, inclusive, foi levada à convenção partidária.

“Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.”

A partir da definição, afirmou o empresário, pessoas foram mobilizadas e uma estrutura de campanha começou a ser organizada.

“Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.”

A manifestação ocorre apenas dois dias depois de Maluf confirmar publicamente sua indicação para a vice. Durante a convenção do Novo, na quarta-feira (5), ele chegou a descartar a possibilidade de uma nova mudança.

“Martelo batido, prego batido e ponta virada”, disse na ocasião.

Na mesma oportunidade, Maluf confirmou a aliança entre Novo, PL e MDB e afirmou que as siglas haviam chegado a um consenso para caminhar juntas nas eleições.

A escolha de Farina representa uma mudança de última hora na chapa de Wellington, depois de semanas de negociações envolvendo a vaga de vice. Antes de ser indicado, Maluf havia desistido de uma pré-candidatura própria ao Governo pelo Novo para contribuir com a composição liderada pelo senador.

Na nota desta sexta-feira, Maluf ampliou as críticas e afirmou que quem pretende comandar o Estado precisa demonstrar capacidade de cumprir compromissos políticos.

“Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado.”

O empresário também afirmou que não pretende naturalizar o episódio como parte da disputa eleitoral.

“Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.”

Ao concluir, Maluf disse que deixa a situação com a consciência tranquila e atribuiu a responsabilidade pela decisão aos responsáveis pela mudança.

“Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.”

Nota na íntegra:

Política se faz com responsabilidade, compromisso, seriedade e, sobretudo, palavra. Infelizmente, o senador Wellington Fagundes e o Partido Liberal de Mato Grosso demonstraram enorme dificuldade em compreender o significado desses princípios – o que só contribui para apodrecer a boa política.

Aceitei o convite para integrar, como candidato a vice-governador, a chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes. A decisão não foi fruto de uma conversa informal ou de uma possibilidade lançada ao acaso. Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.

A partir dessa decisão, compromissos foram assumidos, pessoas foram mobilizadas, estratégias foram definidas e todo um projeto de campanha começou a ser estruturado. Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.

Hoje fui comunicado pelo senador Wellington Fagundes de que outro nome será indicado para ocupar a vaga de vice.

Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.

Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado. Não é possível pedir confiança a mais de três milhões de mato-grossenses quando não se consegue honrar compromissos assumidos dentro da própria casa.

O que ocorreu comigo representa uma falta de respeito não apenas pessoal, mas política. Um projeto foi prejudicado, pessoas que acreditaram nele foram desconsideradas e compromissos formalmente construídos foram simplesmente descartados.

Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.

Mato Grosso merece uma política feita com seriedade, previsibilidade e respeito. Quem muda compromissos conforme as conveniências do momento precisa explicar à sociedade por que sua palavra de hoje deverá merecer confiança amanhã.

Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.

Marcelo Maluf



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