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“Precisamos trabalhar a qualificação profissional”, defende Russi

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O presidente da Assembleia Legislativa também acredita que vacinação em massa ajudará na retomada do setor econômico

Com os dados do Ministério da Economia apontando que Mato Grosso teve saldo positivo de mais de 29 mil postos de trabalho formais no acumulado de 2021, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), acredita que a oferta de qualificação profissional, inserida nas ações sociais desenvolvidas, pode contribuir para o crescimento econômico e sustentável do Estado. “Precisamos trabalhar a qualificação profissional também e colocar a nossa população no mercado de trabalho”, defendeu. 

De acordo com o levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em março o saldo positivo é de 4,2 mil postos e, nos últimos meses, é de 38,3 mil empregos. “Nós precisamos continuar desenvolvendo, para colocar pessoas no mercado de trabalho, para que talvez não precisem de ajuda”, reforçou Max Russi. 

Outro fator considerado importante pelo presidente da Casa de Leis é em relação à vacinação. Max Russi é a favor da imunização em massa e enxerga com bons olhos o resultado pós-vacina, no que se refere à retomada da economia, visto que no âmbito nacional, o país abriu 184.140 postos de trabalho neste mês. 

“Tenho defendido a vacinação, junto a todos os deputados da Assembleia, e já temos mais três postos em funcionamento, dois em Várzea Grande e outro em Cuiabá, para alavancar a imunização do máximo de pessoas em nosso Estado. A vacina também é uma saída fundamental, não só em relação à Saúde Pública, mas também para a retomada de nosso setor econômico”, analisa. 

O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, está engajado nas ações sociais e contribuiu para a formatação do Ser Família Emergencial. O auxílio vai atender famílias de baixa renda que passam dificuldades por conta da pandemia da Covid-19. A primeira etapa de distribuição dos cartões teve início nesta semana e o valor de R$ 150 reais começara a ser creditado no próximo dia 8 de maio. Em todo o Estado, serão beneficiadas mais de 100 mil famílias que vivem em situação de vulnerabilidade extrema dos 141 municípios de Mato Grosso.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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