Mato Grosso

Agendamentos para a emissão de documentos de identidade serão retomados nesta segunda-feira

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Da Redação

A Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec-MT) informa que os agendamentos para a solicitação e entrega de documentos de identidade serão retomados a partir desta segunda-feira (04.05) na capital. O serviço de emissão do documento está suspenso em todas as unidades do Ganha Tempo do estado; bem como em postos de identificação localizados em municípios que se encontram com risco alto ou muito alto de contágio pelo coronavírus, conforme prevê o decreto estadual nº 874/2021.

Os atendimentos serão realizados no Espaço Cidadania da Assembleia Legislativa, das 7h às 14h; e na Diretoria Metropolitana de Identificação Técnica, localizada na Av. Gonçalo Antunes de Barros, Nº 3245, Bairro Carumbé, no horário das 13h às 18h.  

Os atendimentos ao público serão realizados mediante agendamento no portal de Serviços do Governo do Estado, na categoria “Carteira de Identidade”. Os agendamentos estarão disponíveis a partir dessa segunda-feira (03.05). A Politec informa que os agendamentos anteriores a esta data serão cancelados e deverão ser refeitos pelo requerente.

A Politec coloca à disposição os canais da Central de Atendimento ao Cidadão, através dos telefones 0800 647 8987 / 99953-8435, bem como o e-mail cac@politec.mt.gov.br, para dúvidas ou informações. 

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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