Mato Grosso

“Fome é uma das piores ‘pandemias’ do planeta; também mata sem piedade”, diz governador Mauro Mendes

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Mato Grosso

Da Redação

O governador Mauro Mendes afirmou hoje (30) que o programa estadual Ser Família Emergencial, idealizado e coordenado pela primeira-dama de MT, Virgínia Mendes, é uma forma de o Governo “ajudar a garantir alimentos para quem mais precisa”. O cartão do programa Ser Família Emergencial começou a ser distribuído ontem (29) em diversos bairros de Cuiabá, e estará disponível para compras a partir de 8 de maio. A meta é beneficiar 100 mil famílias de baixa renda no Estado.

Para o governador, é realmente algo reconfortador saber que o governo estadual pode ajudar àqueles que mais necessitam. Isso agora só é possível, pontuou, porque a máquina administrativa estadual foi reajustada na sua gestão para poder implementar projetos e programas sociais diversos. “O equilíbrio financeiro foi retomado 100%, e até aquele fantasma de salários atrasados, tão temido pelo funcionalismo público, também ficou pra trás”, destacou.

Sobre os programas governamentais [de MT] que têm assistido famílias em situação de vulnerabilidade social, angustiadas pela fome, o governador disse que essa maratona governamental se iguala à força-tarefa em curso contra a covid-19, via vacinação maciça da população e uma série de critérios sanitários preventivos. Mauro Mendes comparou a fome à pandemia em curso, salientando que ambas matam impiedosamente os seres humanos.

“A fome é inimiga secular do homem, e tem ceifado anualmente milhares de vidas em todo o planeta. Se contabilizarmos, a fome já matou mais do que muitas guerras juntas. Então, é imperioso que estejamos sempre ‘armados’ para debelar esse mal e outros que nos ameaçam. Hoje, Mato Grosso, via ações do governo estadual, já conseguiu avançar significativamente nesta direção, atendendo expressiva parcela da população mais humilde. O objetivo é blindar as famílias de baixa renda, fragilizadas economicamente em decorrência dessa pandemia”.

Primeira-Dama Virgínia Mendes
Foto: Jana Pessôa

Também se pronunciando, a primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes, disse ser sempre acometida de forte emoção quando constata o quanto muitas pessoas sofrem anonimamente nos recantos mais distantes do Estado. “Por lá, o grito de fome é ainda mais silencioso, e por vezes nunca é ouvido pelo isolamento rural de incontáveis famílias. Difícil não se emocionar com a realidade que enfrentam diuturnamente, com panelas vazias e sem nada para ofertar aos filhos famintos. As ações em curso pelo governo pretendem aliviar isso, e muito já foi feito até agora, graças a Deus, a exemplo da distribuição de cestas básicas. O valor a ser liberado pelo cartão Ser Família Emergencial é pouco, reconhecemos. Porém, o que para muitos é insignificante, para quem não tem nada representa muito: é o alimento na mesa, Representa o sorriso feliz de crianças que não choram por comida”.

O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, também destacou que esse programa do governo fará a maior distribuição simultânea de renda assistencial já ocorrido em Mato Grosso. “É a maior entrega de um programa social em Mato Grosso. Mais de 100 mil mato-grossenses receberão esse recurso no dia 8 e poderão ir no mercado comprar alimentos. É fruto de uma ação da primeira-dama, que não deixa o governador dormir com tantas cobranças de demandas para o social. Temos um governo que se preocupa com as pessoas”, disse.

Créditos: João Reis/Setasc

SER FAMÍLIA EMERGENCIAL – A escolha das famílias foi técnica, com base no Cadastro Único, sendo que cada família vai receber R$ 150 durante três meses. Serão investidos R$ 45 milhões no programa, sendo R$ 35 milhões de recursos próprios do Governo do Estado e R$ 10 milhões da Assembleia Legislativa.

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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