Mato Grosso
Servidores da Prefeitura de Cuiabá recebem salário de abril nesta sexta-feira (30)
Mato Grosso
O pagamento dos servidores municipais dentro do mês trabalhado é uma medida sempre defendida pelo prefeito Emanuel Pinheiro
O pagamento da folha salarial dos servidores municipais, referente ao mês de abril, será efetuado nesta sexta-feira (30). “O salário dos servidores públicos é prioridade e, por isso, eles recebem seus vencimentos rigorosamente dentro do mês trabalhado. Esse é um compromisso assumido na nossa gestão e que sempre será mantido”, ressaltou o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.
O pagamento dos servidores municipais dentro do mês trabalhado é uma medida sempre defendida pelo gestor e que é, rigorosamente, efetuado desde seu primeiro dia à frente da Prefeitura de Cuiabá.
De acordo com a Secretaria de Fazenda, a Prefeitura de Cuiabá conta com aproximadamente 16 mil servidores ativos e mais 5 mil beneficiários do Cuiabá-Prev, totalizando uma folha de cerca de R$ 69 milhões.
“Mais uma vez, a Prefeitura de Cuiabá cumpre com seu compromisso com os servidores municipais. Esta é uma ação que vem se repetindo ano após ano e que reflete na nossa organização financeira e orçamentária. Além de ser uma forma de valorizarmos nossos servidores, que trabalham com tanta dedicação em prol do desenvolvimento da cidade”, ressaltou o secretário da Secretaria de Fazenda, Antonio Roberto Possa
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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