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Botelho viabiliza emenda à construção de fábrica de ração para fomentar agricultura familiar

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Iniciativa vai melhorar a renda de inúmeros trabalhadores rurais

Vereadores de Sorriso, cidade da região Norte, visitaram o primeiro-secretário da Mesa Diretoria da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), nesta terça-feira (27), em seu gabinete na ALMT. Na pauta, informações sobre o andamento da construção de uma fábrica de ração no município, para atender as famílias da agricultura familiar.

Botelho recebeu os vereadores Rodrigo Machado (PSDB), Wanderley Paulo (PP) e Jane Delalibera (PR), que agradeceram o empenho do deputado por contribuir com o setor, responsável pela produção de alimentos, e convidaram o deputado a conhecer o trabalho desenvolvido pelos pequenos produtores em Sorriso.

“Estamos felizes porque tivemos a confirmação do deputado Botelho sobre a destinação de uma emenda no valor de R$ 500 mil, para a construção de uma indústria de ração e, em parceria com o Instituto Federal de Mato Grosso visa fazer estudos para toda a cadeia produtiva da nossa agricultura familiar”, disse o vereador Wanderley Paulo.

“Agradecemos o deputado pelo projeto em andamento e que logo será realidade. Esperamos a visita lá na nossa agricultura familiar, para que conheça nossos produtores de alimentos”, disse Jane.

Presidente da Comissão de Agropecuária, Desenvolvimento Florestal e Agrário e Regularização Fundiária, Botelho reafirmou o compromisso em buscar ações que fomentem o setor, melhorando as condições de trabalho e renda desses trabalhadores.

“A defesa dos pequenos produtores, da regularização fundiária, de um fomento maior para os pequenos, essa é a nossa luta diária. Em nome da comissão vamos continuar a luta aqui na Assembleia, especialmente, porque tenho a origem na roça e essa obrigação de ajudar a fomentar a agricultura familiar. Essa iniciativa é muito importante para criar meios de produção. É isso que queremos e podem contar com o nosso empenho”, afirmou Botelho.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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