Mato Grosso
Projeto de Lei para homenagear Arnaldo do Mapin é aprovado por unanimidade pela Câmara de VG
Mato Grosso
Da Redação
Por unanimidade, os vereadores várzea-grandenses aprovaram hoje (27), em sessão plenária, projeto de lei nº 49/2021, de autoria do presidente do Legislativo, Fábio José Tardin – Fabinho (DEM), para mudança de nome da Avenida DNR. A via de acesso agora passa a ser denominada com o nome de Arnaldo Ângelo do Nascimento [Arnaldo do Mapin], líder comunitário falecido recentemente, cujo legado de trabalho centralizava atendimento aos mais carentes.
Segundo o dirigente parlamentar, essa iniciativa de homenagear Arnaldo do Mapin, acolhida maciçamente pelos seus pares, tornou-se naturalmente imperiosa em face do grande trabalho comunitário que ele prestou em Várzea Grande e em toda a Baixada Cuiabana, durante anos e anos.

Presidente Fabinho Foto: Câmara VG
Fabinho confessou se sentir emocionado ao descrever a trajetória existencial de Arnaldo por todos aqueles que acenaram com algum pedido de ajuda. “É difícil encontrar palavras para descrever o brilhante Arnaldo do Mapin, como era mais conhecido. Uma pessoa que sempre pensava no seu próximo, dia e noite. Ele lutou até o fim de sua vida ajudando quem mais precisava, os menos favorecidos”, declarou.
Fabinho recorda que, mesmo em fase crítica de saúde, Arnaldo do Mapin ainda assim não deixou de atender os munícipes, atuando em várias empreitadas sociais. Arnaldo, citou, é um dos precursores do projeto Corrente do Bem, idealizado conjuntamente por ele e pelo jornalista Laerte Lannes, do Programa da Gente (TBO).
“Quem conheceu Arnaldo do Mapin sabe disso: sua única preocupação foi ajudar as pessoas. Posso dizer seguramente que ele nem pensava muito em si, mas sempre nos outros. Arnaldo se foi, infelizmente, deixando um vácuo saudoso de tristeza e orfandade no coração várzea-grandense. Mas jamais será esquecido por quantos o conheceram e admiravam. Deixou um legado exemplar para ser seguido por aqueles que têm idêntica preocupação com seus semelhantes. Em síntese, precioso ensinamento divino: devemos sempre amar o próximo”.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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