Mato Grosso
“Vans”: interesses obscuros que assombram o Transporte alternativo em VG
Mato Grosso
Da Redação.
Não é de hoje que o Ministério Público juntamente com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO), trabalham para combater os esquemas que ligam atividades ilícitas, com as atividade de vans, que atuam como transporte alternativos, em várias cidades do país.
Para evitar que a população seja enganada e que o dinheiro do transporte público alternativo, oriundo de supostas empresas de vans, venham fomentar atividades que não condiz com os princípios éticos e morais de uma sociedade, cabe ao projeto ser analisado, avaliado e votado em uma esfera estadual.
Na cidade de Várzea Grande, tramita na Câmara Municipal de Vereadores um projeto de lei, que visa regularizar o serviço de transporte alternativo, realizado por empresas de vans.
Desde as primeiras cogitações, vários questionamentos começaram a tomar conta da população da “Cidade Industrial”, querendo saber dos verdadeiros interessados, será que é uma prestação de serviço social ou simplesmente está ocultando interesse individual?
De acordo com informações de especialistas, cabe exclusivamente ao poder legislativo da esfera estadual, ou seja, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, realizar estudos, análises de viabilidade, apresentar e votar o projeto, do contrário, a iniciativa passa ser apontada como ato irregular.
“Vale ressaltar que o serviço de transporte alternativo no Rio de Janeiro, é alvo constantemente de operação da polícia, devido alguns casos de ligação ao crime organizado, através das milícias”.

Foto: Fernando Frazão (Agência Brasil)
Assim, como aconteceu nos últimos anos, na maioria das cidades de médio e grande porte, os transportes alternativos foram substituídos pelos transportes dos ônibus, administrados por empresas que venham e tenham condições de se responsabilizar pelos passageiros.
Na atual conjuntura, os usuários de transporte coletivo, estão cada vez mais exigentes, já que pagam e merecem atendimentos, com um serviço de qualidade, garantindo melhores condições aos passageiros.
Mesmo com as dificuldades, os órgãos competentes buscam fiscalizar as empresas prestadoras de serviços. A Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (AGER), por exemplo, que atua em Mato Grosso.
Neste ano, tem alguns agentes públicos que estão cogitando a implantação do transporte alternativo em Várzea Grande, resta saber se já foram buscar os meios legais via Assembleia Legislativa, como também, através da AGER, para que ao menos a proposta seja apresentada de forma dentro dos parâmetros exigidos, e não venha fomentar a irregularidade nos transporte público municipal.
A população merece transporte público regular e de qualidade, o que não pode acontecer são interesses individuais fomentar outras atividades que, não seja o bem comum dos passageiros.
Foto: ribeiraodasneves.nt
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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