Mato Grosso
Prefeitura implanta 400 novos abrigos de ônibus até o fim de junho; trabalhos iniciam pela grande CPA
Mato Grosso
Até o momento, já foram instalados/trocados 300 unidades. Para o próximo semestre, a previsão é de mais 600 novos abrigos
Da Redação
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) deu início na última sexta-feira (23) a troca e implantação de novos abrigos de ônibus na região da grande CPA. Serão cerca de 200 novos abrigos na região da Grande Morada da Serra. De acordo com o prefeito Emanuel Pinheiro, a meta é entregar 400 abrigos no primeiro semestre de 2021.
Até o momento, já foram instalados/trocados 300 unidades. Para o próximo semestre, a previsão é de mais 600 novos abrigos destinados ao embarque e desembarque dos passageiros do sistema de transporte público.
“Este é o maior programa de implantação e troca de abrigos de ônibus da história de Cuiabá. Estamos trocando todos aqueles paus-velhos que tinham nos bairros e no Centro. Quando fizemos o estudo sobre os abrigos, havia 2.250 pontos de parada de ônibus, e, mil tinham abrigos. Porém, 600 estavam em condições precárias e sem condições de uso. Muitos foram substituídos. Tudo o que é possível para corrigir e garantir Cuiabá com uma mobilidade urbana moderna e melhorando a vida das pessoas com deficiência, motoristas, pedestres e a todos, estamos fazendo. Não se muda o sistema de transporte do dia para noite. Iremos trocar todos os abrigos e instalar onde não tiver, essa é a nossa meta”, cita o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.
O secretário de Mobilidade Urbana, Antenor Figueiredo, lembra que a atual gestão padronizou os abrigos e está realizando o que nenhum outro prefeito idealizou no transporte público da Capital.
“A gestão do prefeito Emanuel está mudando a cara do transporte coletivo, principalmente se tratando de abrigos de ônibus. Estamos padronizando e dando qualidade aos usuários do transporte coletivo. Agora, começamos a implantar nos bairros. A meta é trocar todos os abrigos velhos pelos novos modelos e instalar onde não tiver. E onde não tem condições de receber abrigos por falta de calçada ou outro motivo, vamos fazer um trabalho para que esses locais sejam contemplados também. A meta é a troca total e a instalação nos locais que não tiver o abrigo”, conclui o secretário.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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