Esporte

Corinthians antecipa renovações de contratos para evitar assédio de europeus

Publicado em

Esporte

Jogadores que se destacaram no Campeonato Brasileiro negociam a assinatura de um novo acordo

Da Redação

 

Classificado para a Libertadores do ano que vem e ciente de que seus jogadores estão sendo observados pelos clubes do exterior, o Corinthians trata de se proteger e renovar o contrato de alguns dos jogadores mais importantes da temporada. São os casos de Cássio, Fagner, Balbuena, Camacho e Pablo.

A permanência de Pablo chega a ser uma surpresa, já que a negociação para o Corinthians comprá-lo do Bordeaux parecia ser algo distante. Os clubes entraram em acordo, mas o que está pendente é o acerto do time brasileiro com o agente do atleta, Fernando César. O empresário quer receber as luvas pela transferência à vista, enquanto o Corinthians tenta parcelar o pagamento.

Entretanto, o clube promete uma nova e definitiva investida sobre o jogador. “Vamos começar da estaca zero e sabendo que o jogador quer ficar. Isso facilita. Ele vai estar na melhor vitrine do futebol brasileiro. Isso tem peso. Ele quer, a gente quer, o técnico quer, a torcida quer, todo mundo quer. Agora é esperar um pouco e vamos conversar nesta semana. Se der acordo, deu. Se não der, paciência”, explicou o diretor de futebol, Flávio Adauto.

O clube tem um acerto verbal com o lateral Fagner. Falta só ele assinar o novo contrato, que vai até o fim de 2021. O vínculo atual se encerra ao final de 2018. A expectativa é de que tudo seja sacramentado até a semana que vem.

O goleiro Cássio e o volante Camacho já conversaram também para estender o contrato atual. O goleiro tem vínculo até o fim de 2019; o volante, até julho de 2019. “Estamos conversando. Praticamente tudo certo, não só do Cássio como do Fagner e do Camacho. Estamos procurando resolver os problemas para o ano que vem o quanto antes. Já está tudo acertado, não tem nada assinado porque eles têm contrato”, explicou o diretor de futebol do clube Flávio Adauto.

O paraguaio Balbuena tem vínculo até dezembro de 2018 e a diretoria espera pela chegada de seu procurador ao Brasil para acertar sua renovação. Por outro lado, Guilherme Arana deve mesmo deixar o clube. O Sevilla tem interesse no jogador e deve levá-lo após o término do Brasileirão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

Foto: Felipe Rau/Estadão

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA