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Chineses querem investir  pesado no setor ferroviário de Mato Grosso

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Há décadas, o senador Vicente Vuolo arregaçou as mangas para tornar realidade um projeto ferroviário regular em Mato Grosso, sonho realizado. Hoje, composições chegam aos terminais de carga de MT, oriundas do Porto de Santos, em SP

Da Redação

 

Ainda que Mato Grosso já conte com ferrovia implantada, inclusive com terminais de embarque/desembarque no Vale do Araguaia e Rondonópolis, a proposta conjunta dos governos do Estado e Pará é no sentido de que os chineses também façam parte desse investimento. Pela proposta delineada, seriam construídos 700 quilômetros de malha ferroviária paralela às BRs-158 E 155. Conforme exposição técnica da comitiva do governador Pedro Taques durante visita à China, existe agora uma nova perspectiva para destravar o “nó logístico” que tem impedido maior agilidade no transporte de grãos e outras produções dos dois estados. Se a contrapartida chinesa em relação ao projeto ferroviário vingar, isso será resolvido em breve, prevê o governador Pedro Taques.

Entusiasmado, o governador Pedro Taques explicou que a consolidação deste projeto irá trazer mais benefícios aos territórios “irmãos”, interligados por fronteira. Deixou claro que é um projeto à parte da Ferrogrão, ferrovia cujo traçado será paralelo à Br-163, ligando Sinop (MT) a Itaituba (Pa); também não tem ligação com a FICO (Ferrovia de Integração do Centro-Oeste, obra aguardada há décadas pelos produtores regionais, pois viabilizaria o escoamento de todo o Estado, integralmente cortando-o de um lado pra outro.

“No geral, ferrovias trazem progresso por onde passam, além de escoar a produção de maneira regular, sem empecilhos comuns no setor rodoviário. Se os chineses efetivamente somarem conosco nesta empreitada, avançaremos bem mais rápido para consolidar este complemento ferroviário”, disse o governador recentemente em Beijing, oportunidade em que discutiu detalhes do projeto durante reunião com a diretoria da China Communication Construction Company – CCCC.

“Estamos reforçando aquilo que, anteriormente, já foi exposto pelo governo do Pará, durante visita idêntica da comitiva do governador Simão Jatene, com quem temos trabalhado a concepção deste projeto, de interesse comum dos dois estados.  A receptividade chinesa foi excelente, pois a CCCC, maior estatal do setor em toda a Ásia, oficializou compromisso de enviar seus executivos ao Brasil com a finalidade de detalhar a proposta e iniciar os estudos técnicos em torno da nova ferrovia. Estamos confiantes”, assegurou Pedro Taques.

“É um projeto independente, bem estruturado. Mesmo porque não sofre nenhum tipo de interferência dos demais”, frisou. “Somente para se ter uma ideia de sua viabilidade, a região Nordeste de Mato Grosso, ponto de partida desta ferrovia, abrange um cenário produtivo fantástico: aproximadamente quatro milhões de hectares de terras. Somente isso pode ser considerado fator mais do que motivador para que os chineses possam vir, de fato, a participar deste projeto parceiro entre MT e Pará”.

Taques disse que o vice-presidente mundial da estatal chinesa, a CCCC, Sun Ziyu, adiantou que fará uma visita ao Brasil talvez ainda em 2017. A CCCC, adiantou, pretende edificar um terminal privado no Porto em São Luís, empreendimento a ser viabilizado com parceria com a WPR, ligada ao Grupo WTorre. Para tanto, um termo de compromisso já foi assinado entre as duas  empresas em abril passado. A previsão de investimento é de R$ 1,7 bilhão. “Por tudo que têm mostrado amplo interesse, participado, concluído, é óbvio que os chineses querem continuar investindo mais e mais no nosso País. Primeiro, deve ser salientado, nossa proposição de parceria partiu depois que eles demonstraram interesse nesta ferrovia, entendendo a extensão competitiva e viável do projeto”.

Outros avanços previstos no segmento ferroviário – Para um sonho idealizado há décadas pelo senador Vicente Vuolo, a ferrovia mato-grossense tem feito projeções de avanços que poderiam, em passado recente, ser considerados utópicos, avaliam os técnicos governamentais. Uma proposta antiga é expandir os trilhos da Ferrovia Vicente Vuolo até Cuiabá e Nortão afora, tema debatido frequentemente pelo Fórum Pró-Ferrovia, presidido por Francisco Vuolo. Os custos são altos, reconhece o ele, mas os ganhos compensam, pois seria reduzido o gargalo logístico. Consequentemente, com a implantação de tal obra, mais empresas e indústrias aportariam no Estado, cientes da capacidade maior e ágil de escoamento produtivo, a custos mais baixos.

O fórum reconhece a importância de se estabelecer uma conexão parceira resolutiva para que a ferrovia tenha a segurança de prosseguir sua marcha desenvolvimentista, interligando o hiato existente entre a Ferrogrão (Sinop-Pará) e a Ferrovia Vicente Vuolo (Sinop/Sorriso). Dessa forma, a produção seria escoada sem interrupção, aponta, “e os ganhos seriam coletivos”.

A ferrovia atual interliga o Porto de Santos, em São Paulo, a Mato Grosso, passando pelos terminais de Alto Taquari, Alto Araguaia, Itiquira e Rondonópolis, de onde as composições retornam carregadas. Atualmente, transporta 30 milhões de toneladas de produção, mas a estimativa é de que, após a expansão prevista no projeto com apoio dos chineses, essa quantidade possa chegar a 75 milhões de toneladas.

 
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Saúde mental de servidores do sistema prisional é debatida em reunião

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) participou de uma reunião interinstitucional no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) voltada à discussão das condições de trabalho, da saúde mental e da valorização dos profissionais que atuam no sistema prisional mato-grossense. Representando a instituição, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou a necessidade de ampliar o olhar das instituições para o bem-estar dos servidores, diante dos elevados índices de adoecimento registrados na categoria.Durante o encontro, realizado na sexta-feira, 09/10, a procuradora de Justiça ressaltou que a valorização dos trabalhadores do sistema penitenciário é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à execução penal. Segundo dados apresentados na reunião, 80% dos afastamentos por motivos de saúde registrados entre esses profissionais em 2025 estão relacionados ao sofrimento psíquico. “É muito importante que todas as instituições voltem um olhar para perceber o quanto esse servidor necessita ser valorizado”, afirmou Josane Guariente.Conduzida pelo presidente do TRT/MT, desembargador Aguimar Peixoto. Também participaram das discussões o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, o coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), juiz Geraldo Fidelis Neto, representantes sindicais e gestores ligados à política prisional.O objetivo da reunião foi ampliar a participação dos profissionais que atuam diretamente nas unidades prisionais nas discussões e ações previstas pelo Plano Pena Justa. Iniciativa nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de promover melhorias estruturais e institucionais no sistema prisional brasileiro, incluindo ações voltadas à valorização dos profissionais que atuam nas unidades penais.A pauta contemplou as demandas de policiais penais e de outros profissionais essenciais ao funcionamento do sistema, como psicólogos, médicos, dentistas e psiquiatras. Como encaminhamento, foi definida a realização de uma audiência pública para aprofundar o debate sobre saúde, condições de trabalho e valorização dos servidores do sistema prisional. A expectativa é que o evento ocorra em dezembro, reunindo instituições e profissionais envolvidos na temática.Informações: TRT-MT

Fonte: Ministério Público MT – MT



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