Mato Grosso
Governo de Mato Grosso supera meta e abre 557 leitos clínicos
Mato Grosso
Do total de leitos abertos, 171 oferecem tratamento de oxigenoterapia, 110 dispõem de suporte ventilatório e 276 são leitos clínicos hospitalares
O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), superou a meta de implementar 500 leitos clínicos Covid-19, anunciada em março deste ano. Até o momento, o Estado, em parceria com 33 municípios, já abriu 557 novos leitos de enfermaria para atender demandas exclusivamente relacionadas à Covid-19.
Do total de leitos abertos, 171 oferecem tratamento de oxigenoterapia, 110 dispõem de suporte ventilatório e 276 são leitos clínicos hospitalares. “Esses equipamentos nos leitos vão ajudar os pacientes com dificuldade de respirar a se recuperarem e evitar que os casos se agravem e venham a necessitar de uma UTI. O bom atendimento prestado nas enfermarias é crucial para reduzir as internações graves e a mortalidade”, pontua o governador Mauro Mendes.
Os municípios parceiros que abriram os 557 leitos são: Água Boa (8), Alta Floresta (60), Apiacás (8), Araguaiana (5), Campos de Júlio (8), Campo Novo de Parecis (10), Campo Verde (10), Claúdia (12), Confresa (10), Cuiabá (60), Feliz Natal (6), Quarantã do Norte (22), Jaciara (10), Lucas do Rio Verde (35), Matupá (9), Nova Monte Verde (8), Nova Xavantina (9), Novo São Joaquim (8), Paranaíta (14), Peixoto de Azevedo (25), Planalto da Serra (4), Poconé (4), Pontes e Lacerda (50), Primavera do Leste (22), Ribeirão Cascalheiras (14), Rosário Oeste (41), São Felix do Araguaia (12), São José do Rio Claro (10), Sinop (30), Terra Nova do Norte (7), Torixoréu (6), União do Sul (2) e Várzea Grande (18).
Para a secretária Executiva da SES, Danielle Carmona, a parceria entre Estado e municípios é imprescindível no enfrentamento da pandemia.
Ela ressalta que, sem esse esforço conjunto, seria inviável disponibilizar tantos leitos à população em tão pouco tempo. “Estamos em uma força tarefa para ofertar um serviço de saúde eficiente aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). As equipes da SES trabalham diuturnamente em prol das ações de combate ao coronavírus”, diz Carmona.
Atualmente, Mato Grosso conta com 1.015 leitos clínicos disponíveis especificamente para o tratamento de pacientes com a Covid-19. Até esta quinta-feira (22.04), a taxa de ocupação desses leitos estava em 57%.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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