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Situação dos portadores de HIV/AIDS em Cuiabá é tema da tribuna livre

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A situação dos pacientes vivendo com HIV em Cuiabá foi o tema da tribuna livre nesta quinta-feira (22), por meio da participação da conselheira da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS em Mato Grosso, Francisca Batista de Souza, que compareceu a convite da vereadora Edna Sampaio (PT).
 
Francisca também é membro do Movimento das Cidadãs Positivas.  Ela denunciou as más condições do prédio que abriga o Serviço de Assistência Especializada em HIV/Aids, no bairro Grande Terceiro, em Cuiabá, e solicitou a reforma do local.
 
Segundo ela, a luta dos pacientes é contra as más condições do espaço, onde há diversos problemas de infraestrutura, entre eles goteiras e falta de higiene.
 
“Está um estado de calamidade pública dentro do nosso SAE Municipal do Grande Terceiro”, disse ela. “Nós estamos abandonados, os gestores nos abandonaram, muitos direitos nossos foram cortados”.  A reclamação não se refere aos funcionários, mas aos gestores. “Nossos profissionais são ótimos”.
 
De acordo com a entidade, 5.300 pessoas são atendidas no Grande Terceiro e a reforma é uma reivindicação antiga. “A gente vem pedindo há muito tempo e, para isso, o prefeito precisa, primeiro, ter um local para abrigar estas 5.300 pessoas para que possa ser feita essa reforma e para que a gente não fique sem o tratamento, já que o SAE do CPA não nos acomoda”, disse ela, se referindo ao SAE do bairro CPA I, onde são atendidas 150 pessoas.
 
A liderança pediu ainda o apoio dos vereadores para o cumprimento da legislação municipal que ampara os portadores de HIV/AIDS, oferecendo benefícios a estes pacientes na aquisição de residências e lotes.
 
“Este grupo é extremamente vulnerabilizado e ainda, infelizmente, vítima do preconceito e da ausência de políticas públicas e que agora, durante a pandemia, se encontra em situação de ainda maior vulnerabilidade. Quero convidar meus pares a se solidarizar com as pessoas que vivem com HIV e precisam da ajuda do poder público”, disse a vereadora Edna Sampaio.
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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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