Mato Grosso

Russi quer isenção de IPVA para autoescolas e redução de 50% para transporte de cargas

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Da Redação.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), quer que o governo do estado também isente os veículos das autoescolas do Imposto Sobre Propriedade de Veículos Automotores – IPVA. Ainda na sessão ordinária desta segunda-feira (19), o parlamentar pediu a redução do imposto, em ao menos 50%, aos transportadores de carga do Estado.

A primeira proposta feita pelo deputado Max Russi, por meio de uma indicação, veio através da reivindicação do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores de Mato Grosso – SINDAUTO /MT.

“Essa crise financeira, causada pela pandemia que estamos vivendo, não foi diferente para as Autoescolas. Os profissionais estão impedidos de trabalhar, sem poder ministrar aulas, em virtude das medidas de segurança contra a covid-19”, justificou.

Já a outra cobrança, onde o parlamentar pede a redução de menos da metade do valor do IPVA cobrado aos transportadores de carga, foi uma reivindicação dos vereadores Geralmino Alves Neto, Wanderli Vilela dos Santos e Jaime Rodrigues, de Barra do Garças. Conforme uma das justificativas da proposição, no ano passado o desconto foi concedido aos profissionais do transporte de passageiros, como forma de auxílio.

“Essa também foi uma classe muito afetada pelas medidas preconizadas pelas autoridades de saúde, em virtude dessa pandemia. As demandas das atividades diminuíram drasticamente, além do preço do diesel, que subiu consideravelmente”, explicou.

Na semana passada, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, classificou a aprovação do Projeto de Lei nº 226/21, de autoria do Executivo e que isenta diversos setores comerciais do pagamento de Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores (IPVA) em 2021, como um verdadeiro “alcance social”.

O parlamentar, que tem protagonizado diversas frentes sociais e de desenvolvimento econômico que buscam aliviar os efeitos restritivos da pandemia nos diversos setores e segmentos, atuou nas tratativas para garantir a aprovação do PL no Legislativo. A medida vai beneficiar cerca de 550 mil contribuintes em Mato Grosso.

Foto: SECOM-AL

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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