Mato Grosso

Projetos que humanizam atendimento em hospitais e maternidades são aprovados

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Mato Grosso

Da Redação

 

Três projetos de lei aprovados na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) deverão garantir melhor atendimento a pacientes das redes pública e particular de saúde em Mato Grosso. Duas das matérias são para garantir melhores condições para as parturientes e o outro assegurar a presença de acompanhantes para idosos internados. As pautas receberam pareceres favoráveis na 23ª reunião ordinária da CCJR na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

O projeto de lei 198/2016, de autoria do deputado Wancley Carvalho (PV), assegura a presença de doulas no período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, sempre que solicitadas pela parturiente, sem ônus e sem vínculos empregatícios. O projeto também determina que a presença da doula não restrinja a presença de um acompanhante.

O deputado Wancley Carvalho (PV) justifica que estudos comprovam que o acompanhamento da parturiente pela doula traz diversos benefícios, tanto maternos como fetais; dentre eles a diminuição da duração do trabalho de parto, do uso de medicações para alívio da dor e do número de cesáreas. É observado, também, que o acompanhamento da doula reduz o número de depressão pós-parto e facilita a amamentação.

Os benefícios citados pelo deputado são reiterados pela enfermeira obstetra e doula Joziane Seidel, que destaca que muitos problemas de saúde podem ser evitados caso seja respeitado o tempo certo do nascimento.  De acordo com a profissional, o parto ocorre quando a formação fetal está finalizada e o próprio processo do parto contribui para o desenvolvimento do bebê e recuperação da mãe.

Para Joziane, garantir a presença da doula, quando requerida, é assegurar um direito da mãe sem que ela precise abrir mão de um acompanhante. “Apesar de não reconhecidas profissionalmente, as doulas possuem formação profissional para auxiliar a parturiente, mas não substituem a presença afetiva do acompanhante. Não é justo pedir para a mãe escolha entre um e outro”.

A efetivação deste projeto de lei, entretanto, precisaria da sanção de outro projeto, o 248/2016, que torna obrigatório que hospitais e maternidades disponibilizem de salas para partos humanizados e normais. A proposta é do presidente da Assembleia, deputado Eduardo Botelho (PSB), e deverá proporcionar mais tranquilidade às mulheres que desejam parir seus filhos de forma natural, em um ambiente hospitalar, propiciando comodidade e segurança para qualquer tipo de intercorrência que puder existir.

A deputada Janaina Riva (PMDB), relatora do PL 198/2016, destacou as propostas dos colegas para dar a mulher o direito de escolher como pretende dar à luz. “As propostas mostram sensibilidade dos deputados com um momento em que mulheres precisam de apoio e conforto. Caso sejam sancionados, serão referências até para outros estados”, afirmou a deputado.

Dilmar Dal Bosco (DEM), que presidiu a reunião, destacou o trabalho do Poder Legislativo em debater e propor matérias que visem dar mais qualidade de vida à população mato-grossense. “Temos que ressaltar o trabalho dos parlamentares e desta comissão em analisar propostas e discutir meios para melhorar a vida do cidadão. Hoje tivemos pautas aprovadas com relação a atendimentos na área da saúde e também debatemos propostas sobre estadualização de estradas”.

O Projeto de Lei 291/2017, de autoria do deputado Gilmar Fabris, dispõe sobre a garantia de informação ao idoso, acerca de seu direito de manter acompanhante no período em que estiver internado ou em observação em hospitais.

Durante a reunião também foram aprovados projetos de resoluções e outros projetos de lei em tramitação nesta Casa de Leis.

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Mato Grosso

Saúde mental de servidores do sistema prisional é debatida em reunião

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) participou de uma reunião interinstitucional no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) voltada à discussão das condições de trabalho, da saúde mental e da valorização dos profissionais que atuam no sistema prisional mato-grossense. Representando a instituição, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou a necessidade de ampliar o olhar das instituições para o bem-estar dos servidores, diante dos elevados índices de adoecimento registrados na categoria.Durante o encontro, realizado na sexta-feira, 09/10, a procuradora de Justiça ressaltou que a valorização dos trabalhadores do sistema penitenciário é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à execução penal. Segundo dados apresentados na reunião, 80% dos afastamentos por motivos de saúde registrados entre esses profissionais em 2025 estão relacionados ao sofrimento psíquico. “É muito importante que todas as instituições voltem um olhar para perceber o quanto esse servidor necessita ser valorizado”, afirmou Josane Guariente.Conduzida pelo presidente do TRT/MT, desembargador Aguimar Peixoto. Também participaram das discussões o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, o coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), juiz Geraldo Fidelis Neto, representantes sindicais e gestores ligados à política prisional.O objetivo da reunião foi ampliar a participação dos profissionais que atuam diretamente nas unidades prisionais nas discussões e ações previstas pelo Plano Pena Justa. Iniciativa nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de promover melhorias estruturais e institucionais no sistema prisional brasileiro, incluindo ações voltadas à valorização dos profissionais que atuam nas unidades penais.A pauta contemplou as demandas de policiais penais e de outros profissionais essenciais ao funcionamento do sistema, como psicólogos, médicos, dentistas e psiquiatras. Como encaminhamento, foi definida a realização de uma audiência pública para aprofundar o debate sobre saúde, condições de trabalho e valorização dos servidores do sistema prisional. A expectativa é que o evento ocorra em dezembro, reunindo instituições e profissionais envolvidos na temática.Informações: TRT-MT

Fonte: Ministério Público MT – MT



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