Mato Grosso
Vereador Bruno Rios debocha de quem tem história de lutas por Várzea Grande
Mato Grosso
Da Redação
Em áudio de tom debochado, parlamentar várzea-grandense refutou homenagear Arnaldo do Mapim. Líder comunitário que consagrou seu nome nos anais da história de Várzea Grande, em função do inestimável trabalho social prestado no município e Baixada Cuiabana…
O brasiliense Bruno Rios, vereador de primeiro mandato por Várzea Grande, aportou de ‘mala e cuia’ em Mato Grosso há pouco tempo. Bruno Rios utilizou discurso antipetismo e de uma política que priorizava, a seu ver, o cidadão várzea-grandense. Porém, em quatro meses de mandato, o parlamentar já mostrou a que veio, debochando da memória do saudoso líder comunitário Arnaldo do Mapim. Demonstrou, assim, que seu projeto de campanha era demagógico: sequer correspondeu à confiança do eleitorado ao implementar as ações anunciadas nos palanques eleitorais.

Foto: Facebook
Em poucas semanas, conforme avaliação geral, a população da Cidade Industrial já tem clara concepção de que o vereador Bruno Rios nunca mereceu estar ali. Para Bruno Rios, importa tão somente cumprir mandato, sem oficializar os compromissos anunciados na fase de campanha. O mais importante, para ele, expõe claramente nas ações, é sequenciar idas e vindas ao Rio de Janeiro. Cidade que conhece bem, julgando-se pelo arsenal de postagens em pontos distintos.
ARNALDO DO MAPIM
Decepções à parte, ontem (15) Bruno Rios fez ainda pior: cometeu gafe imperdoável ao tentar menosprezar a jornada solidária vitoriosa do saudoso Arnaldo do Mapim, em prol de famílias carentes de Mato Grosso. A marcha madrugadora desse líder comunitário tem sido amplamente destacada para provar que muitas pessoas estão imbuídas de propósitos altruístas pelo coletivo social. Em síntese: Arnaldo do Mapim, que perdemos pela covid-19, deixou importante legado humano. Motivo pelo qual tem sido homenageado por instituições de governo e entidades. Afinal, durante anos, ele arregaçou as mangas por quem precisava de ajuda. Madrugou, incontáveis vezes, para levar amparo a quantos gritavam de fome e por outros motivos.

Foto: Facebook/Arquivopessoal
Com tantos atributos, Arnaldo jamais poderia ser citado, de forma quase zombeteira, por um quase anônimo em terras mato-grossenses. O vereador Bruno Rios cometeu falha imperdoável ao imprimir tom de deboche a alguém que ocupa franca admiração do povo várzea-grandense. O aúdio de sua autoria é estarrecedor para todos que conheceram e acompanharam o trabalho comunitário de Arnaldo do Mapim, dia e noite.
Por outro lado, é inadmissível que esse áudio tão ferino tenha como autor o presidente da UCMMAT – União das Câmaras Municipais de Mato Grosso. Cargo também político que, com certeza, passa ao largo do merecimento de Bruno Rios. Será que ele conhece um terço da história de Várzea Grande? Ou já visitou, pelo menos, a metade dos 126 bairros e demais localidades (incluindo distritos) do município várzea-grandense? Ou ainda conheceu a popular dona Gonça, “seo” Pedrinho, da Guarita, ou Alírio, do Souza Lima?

Foto: Facebook
Ao não respeitar o trabalho de Arnaldo do Mapim em VG, o vereador Bruno Rios foi de encontro às tradições locais. Inseriu-se claramente numa linha de extrema arrogância. Se as imagens falam por si, como usualmente se diz, as palavras também seguem o mesmo caminho. Por sinal, Bruno Rios fica muito bem ao lado do deputado Ulysses Moraes. Sabemos que a adoção de práticas arrogantes não se coaduna com os princípios de quem diz ser representante do povo. Mais honesto, aliás, para o vereador prepotente, seria assumir que seu único objetivo é homenagear restritamente os “Amigos do Rei”. Isso já o credencia como oportunista politiqueiro, já de olho nas eleições estaduais em 2020. Na crença, lógico, de mais uma vez poder iludir o povo.

Foto: Facebook
Abaixo, as frases do áudio em que Bruno Rios exterioriza despreparo político e completa falta de lucidez humana ao desfazer de quem Várzea Grande inteira admira. Mesmo porque, sublinhando, Arnaldo do Mapim já não se encontra mais entre nós; fator que implica na obrigatoriedade de duplo respeito à sua memória. Jamais poderia ter sido praticamente vilipendiado em frases de rasgada indiferença geral.

Foto: FaceBook
“Eu queria entender por que eu iria homenagear uma pessoa que nem conheço, só ouvi falar. Se fosse uma pessoa que conhecesse, beleza, homenageava. Mas não sou obrigado. Ponto. Tá joia, se quiser lembrar ele, fico feliz. Ponto. Vamos trabalhar, gente! Não estou preocupado com isso não” {áudio de Bruno Rios}

Foto: divulgação.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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