Mato Grosso
Homem é baleado na cabeça enquanto dormia em Rondonópolis
Mato Grosso
Da Redação
Um homem de 40 anos foi baleado na cabeça, na noite da ultima segunda-feira (12), enquanto estava deitado em uma rede na residência de um casal de amigos, no bairro Vila Nova, em Paranatinga (373 km de Cuiabá). Ele foi socorrido em estado grave e transferido para um hospital de Rondonópolis (212 km de Cuiabá).
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta das 22h pela equipe de resgate do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), com a informação de que um homem teria sido baleado na cabeça.
Os policiais foram até o local e a vítima já tinha sido encaminhada para uma unidade de saúde. Em conversa com uma testemunha, ela informou que o homem, que estava na residência de um casal de amigos, resolveu deitar na rede na varanda da casa.
As testemunhas estavam dentro da residência quando escutaram barulho, segundo eles, parecido com o de uma bomba. Ao sair da casa para verificar o que ocorreu encontraram o homem sangrando bastante.
O Samu foi acionado, socorreu a vítima, que estava em estado grave, e encaminhou para uma unidade de saúde. Devido ao estado crítico, ele teve que ser transferido para um hospital de Rondonópolis para atendimento médico.
Ainda não há informações sobre quem efetuou o disparo.
Testemunhas disseram que não ouviram barulho de carro ou moto chegando, ou saindo do local.
O caso será investigado pela Polícia Civil.
Mato Grosso
Promotoria recomenda à Câmara avaliação de conduta de vereador
A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande, especializada na Defesa da Probidade Administrativa e do Patrimônio Público, expediu notificação recomendatória à Câmara Municipal para que analise possível repercussão ética e parlamentar envolvendo o vereador licenciado e ex-diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE/VG), Rogério de França Martins.A recomendação foi assinada pela promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello no âmbito do inquérito civil instaurado para apurar a origem, a natureza e as circunstâncias de valores em espécie supostamente recebidos pelo gestor, bem como eventual relação dos fatos com o exercício da função pública e possível prática de ato lesivo ao patrimônio público ou de improbidade administrativa.A investigação teve início após a divulgação de imagens que mostrariam o então diretor-presidente do DAE/VG recebendo quantias em dinheiro e manuseando uma sacola contendo valores em espécie. Segundo a promotoria, o material audiovisual foi juntado aos autos e passou por análise preliminar. Também foram incorporadas ao procedimento informações sobre a existência de investigações relacionadas à autarquia municipal e um áudio que, conforme apurado, teria sido atribuído ao investigado.Na notificação, a promotora de Justiça destaca que, embora enquanto exercia a presidência do DAE/VG, Rogério de França Martins permanecia titular do mandato de vereador, estando apenas licenciado da função legislativa. Por essa razão, a promotoria aponta que os fatos investigados podem ter repercussão no âmbito do decoro parlamentar, matéria de competência da Câmara Municipal.O documento encaminhado ao presidente da Câmara de Várzea Grande, vereador Wanderley Cerqueira, com cópia à Comissão de Ética Parlamentar, recomenda que os elementos reunidos no inquérito civil sejam submetidos ao órgão competente para análise fundamentada sobre eventual violação ao decoro parlamentar e sobre a existência de requisitos para instauração de procedimento ético-disciplinar ou político-administrativo.A promotoria ressalta que a medida não representa antecipação de julgamento sobre a responsabilidade do investigado, mas busca assegurar que o Poder Legislativo exerça sua competência constitucional e regimental para avaliar se os fatos possuem repercussão na dignidade do mandato parlamentar. Conforme a recomendação, cabe à Câmara realizar juízo próprio e fundamentado acerca da necessidade de adoção de providências no âmbito de suas atribuições.O Ministério Público também recomenda que, caso sejam constatados indícios suficientes para atuação da Casa Legislativa, sejam adotadas as medidas institucionais juridicamente cabíveis, observando-se o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, inclusive em eventual processo político-administrativo.A Câmara Municipal terá prazo de 10 dias para prestar informações ao Ministério Público sobre as providências adotadas. Além da resposta formal, deverão ser encaminhados documentos que comprovem o atendimento à recomendação.De acordo com a promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello, o encaminhamento dos elementos já reunidos no inquérito civil tem o objetivo de viabilizar a análise institucional da matéria pela Câmara Municipal e prevenir eventual omissão na apreciação de fatos que podem estar relacionados ao exercício do mandato parlamentar.Foto: Câmara Municipal de Várzea Grande
Fonte: Ministério Público MT – MT
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