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Prefeitura de Cuiabá autoriza retomada das aulas na rede particular no formato híbrido

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As atividades presenciais na rede pública municipal de Educação, também no modelo hibrido, devem acontecer maio

Da Redação

De acordo com o Decreto Municipal Nº. 8.388, publicado nesta sexta-feira (9), as atividades presenciais na rede pública municipal de Educação devem ser retomadas a partir do dia 3 de maio, de forma híbrida. Ja na próxima segunda-feira (12),  está permitido o retorno das aulas na rede particular de Ensino, também no formato híbrido. O novo decreto tem validade de quinze dias e mantem medidas anteriores visando a contenção da transmissão do novo coronavirus na Capital.

O prefeito Emanuel Pinheiro anunciou as novas medidas na manhã de hoje, durante uma live. Segundo o gestor, tais medidas só foram possíveis porque Cuiabá deixou o hanking das cidades classificadas como de “risco muito alto” e passou a estar em “risco alto”, para a Covid-19.

Segundo o gestor, todas as medidas de biossegurança já previstas nos decretos anteriores assim como os protocolos sanitários recomendados deverão ser mantidos como o limite de 50% da capacidade total de cada sala de aula, distanciamento entre as carteiras, disponibilidade de álcool 70% ou produto semelhante para higienização, uso de máscara, entre outras.

Nas unidades da rede pública municipal de ensino as atividades pedagógicas continuarão em todos os níveis, por meio do uso de tecnologia digital e estratégias de ensino a distância – EAD, até 03 de maio de 2021. A previsão é de que a partir dessa data possam ser realizadas pelo sistema hibrido, até o pleno restabelecimento das atividades presencial.

Retorno seguro

Desde março do ano passado, quando as atividades presenciais foram suspensas na rede pública municipal,  os profissionais da Educação discutem a adoção de medidas que permitam a retomada segura das aulas.

Nesse sentido foi criado o Plano Estratégico com protocolos de biossegurança e orientações para o ensino hibrido.

Além da implementação de protocolos de biossegurança, orientações sobre os espaços escolares e a formação dos profissionais em especial aqueles que lidam diretamente com os estudantes como Professores, Técnicos de Desenvolvimento Infantil (TDI), Técnicos de Nutrição Escolar (TNE), Auxiliares de Serviços Gerais (ASG) e equipes pedagógicas,  a Secretaria Municipal de Educação disponibilizou  para as unidades educacionais dispenser para álcool, tapetes sanitizantes, produtos para desinfecção dos espaços, máscaras para os estudantes e profissionais entre outros itens. 

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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