Mato Grosso

Cooperativa de Agricultores Familiares em Campo Verde recebe autorização para comercializar produtos em todo o Estado

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Sistema oportuniza que agricultores familiares possam comercializar seus produtos em outras cidades, após liberação sanitária

Da Redação

Seguindo o exemplo das cidades de Sorriso e Juscimeira, Campo Verde é o mais novo município a aderir ao Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar e de Pequeno Porte (Susaf-MT), lei criada pelo Governo do Estado e aplicada pela Secretaria do Estado de Agricultura Familiar (Seaf) que permite que agricultores familiares possam comercializar seus produtos em outras cidades após liberação sanitária.

A adesão oficial da cidade, localizada a 140 km de Cuiabá, está registrada pela portaria nº 003, publicada no Diário Oficial do dia 09 de março. O documento autoriza a Cooperativa dos Agricultores Familiares do Assentamento Santo Antônio da Fartura (Coopersaf) a comercializar, além da fronteira municipal, a produção alimentícia derivada da produção de milho, cana-de-açúcar e leite.

De acordo com o secretário municipal de Agricultura, Flávio Mattei, a Coopersaf já vendia sua produção para a Prefeitura e mercados do município. Agora, com a adesão ao Susaf, expectativa é que a ação, além de beneficar o pequeno produtor, alavanque o crescimento econômico de Campo Verde.

“Estamos fazendo o dever de casa e trabalhando firmes para que haja o desenvolvimento da agricultura familiar em nosso município. Ao conseguirmos aderir ao Susaf através do Coopersaf, estamos possibilitando que os produtos fabricados por eles possam ser conhecidos e comercializados no Estado todo, o que sem o Susaf, isso já não seria possível”, celebra Flávio Mattei.

Susaf

O Susaf foi criado pela lei 10.502 de 18 de janeiro de 2017. Com o Sistema é possível simplificar a venda de produtos da agricultura familiar e de agroindústrias de pequeno porte, garantindo o livre comércio e a expansão do mercado consumidor.

Produtos que antes tinham sua comercialização restrita ao município de origem, com o Susaf podem ser vendidos sem barreiras, em todo o Estado.  

Para se ter o acesso aos benefícios do selo, o produtor deverá fazer a adesão ao Serviço de Inspeção Municipal (SIM), como já acontece nos municípios do Estado.

Após a posse da certificação municipal, o produtor solicita que a prefeitura acione a Seaf, secretaria responsável pelo gerenciamento do Sistema, para que o município faça a adesão ao Susaf.

Após cumpridos os requisitos, o produtor receberá um selo certificando a procedência dos produtos e que o libera para vender em outras cidades.

Serviço

Para maiores informações sobre a aplicação do Susaf, aos municípios, produtores e proprietários de agroindústrias, poderão entrar em contato com a médica veterinária e gerente do Susaf, Priscilla Sinhori, responsável técnica pela execução do Susaf junto à Seaf. Telefone (65) 3613-6209 ou pelo email: susafmt@agriculturafamiliar.mt.gov.br

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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