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Prefeito cobra responsabilização de secretários de Estado por desrespeito aos profissionais de Segurança Pública

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Após a suspensão da vacinação contra a covid-19 dos profissionais das forças de Segurança Pública e Salvamento, por parte do Governo do Estado, na manhã desta quinta-feira (8), o prefeito Emanuel Pinheiro cobrou mais respeito a esses trabalhadores. “Não brinquem com a vida das pessoas! Não brinquem com a vida das pessoas!”, disse indignado com o fato de o Executivo estadual ter criado expectativas junto aos seus servidores e falhado na organização do evento. 

Diante da não realização da imunização por falta de vacinas, os secretários de Estado da Casa Civil e de Segurança Pública, respectivamente Mauro Carvalho e Alexandre Bustamante, passaram a atribuir a responsabilidade à Prefeitura de Cuiabá, que, por sua vez, aguarda a entrega de doses de vacinas aprovadas pela Comissão Integestores Bipartite (CIB) para atendimento desse grupo prioritário para então repassar à Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP), que preferiu organizar a vacinação dos seus próprios servidores. 

“Que papelão aos secretários! Ficaria melhor que os dois secretários parlapatões, falastrões entregassem o cargo. Mauro Carvalho, chefe da Casa Civil, e Alexandre Bustamante, secretário de Segurança Pública. Seria mais bonito pela humilhação e pelo desrespeito aos profissionais das forças de segurança e aos seus familiares, que ficaram a manhã inteira esperando aquilo que vocês sabiam que vocês não tinham em mãos, que eram as vacinas”, criticou Emanuel Pinheiro, em vídeo publicado na tarde desta quinta-feira (8). 

Celly Silva

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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