Mato Grosso

Prefeito cobra responsabilização de secretários de Estado por desrespeito aos profissionais de Segurança Pública

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Após a suspensão da vacinação contra a covid-19 dos profissionais das forças de Segurança Pública e Salvamento, por parte do Governo do Estado, na manhã desta quinta-feira (8), o prefeito Emanuel Pinheiro cobrou mais respeito a esses trabalhadores. “Não brinquem com a vida das pessoas! Não brinquem com a vida das pessoas!”, disse indignado com o fato de o Executivo estadual ter criado expectativas junto aos seus servidores e falhado na organização do evento. 

Diante da não realização da imunização por falta de vacinas, os secretários de Estado da Casa Civil e de Segurança Pública, respectivamente Mauro Carvalho e Alexandre Bustamante, passaram a atribuir a responsabilidade à Prefeitura de Cuiabá, que, por sua vez, aguarda a entrega de doses de vacinas aprovadas pela Comissão Integestores Bipartite (CIB) para atendimento desse grupo prioritário para então repassar à Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP), que preferiu organizar a vacinação dos seus próprios servidores. 

“Que papelão aos secretários! Ficaria melhor que os dois secretários parlapatões, falastrões entregassem o cargo. Mauro Carvalho, chefe da Casa Civil, e Alexandre Bustamante, secretário de Segurança Pública. Seria mais bonito pela humilhação e pelo desrespeito aos profissionais das forças de segurança e aos seus familiares, que ficaram a manhã inteira esperando aquilo que vocês sabiam que vocês não tinham em mãos, que eram as vacinas”, criticou Emanuel Pinheiro, em vídeo publicado na tarde desta quinta-feira (8). 

Celly Silva

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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