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Polícia Civil cumpre mandados contra suspeitos de tráfico e associação

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Da Redação

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta quarta-feira (07.04) a Operação Aprendiz, na Regional de Pontes e Lacerda, para cumprimento de 13 mandados judiciais de prisões e de buscas e apreensões em uma investigação sobre tráfico de drogas e associação para o tráfico. Os mandados são cumpridos nos municípios de Vila Bela da Santíssima Trindade, Comodoro e Pontes e Lacerda.

Estão sendo cumpridas sete ordens de prisões contra suspeitos pelo crime de associação para o tráfico. Parte dos mandados tem como alvos custodiados da unidade do Sistema Penitenciário em Vila Bela. De acordo com o delegado do município, João Paulo Berte, mesmo estando reclusos, os presos seguem praticando atos ilícitos e orquestrando ações criminosas.

A delegada de Pontes e Lacerda, Bruna Caroline de Laet, destaca que a operação é resultado de uma força tarefa entre as Delegacias de Pontes e Lacerda e Vila Bela, Núcleo de Inteligência da Regional e Sistema Penitenciário com o objetivo de combater o tráfico de drogas na região, incluindo a unidade prisional, onde os investigados comercializavam drogas entre si.

“Os alvos são reclusos do Sistema Penitenciário e suas esposas. Destaca-se que as mulheres atuavam tanto no envio de drogas para a cadeia, como em crimes fora do ambiente penitenciário”, pontua a delegada.

Participam da operação 30 policiais civis das Delegacias Regional e Municipal de Pontes e Lacerda, Delegacias de Jauru, Comodoro e de Vila Bela da Santíssima Trindade e 20 policiais penais da região.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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