Mato Grosso
Polícia Civil cumpre mandados contra suspeitos de tráfico e associação
Mato Grosso
Da Redação
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta quarta-feira (07.04) a Operação Aprendiz, na Regional de Pontes e Lacerda, para cumprimento de 13 mandados judiciais de prisões e de buscas e apreensões em uma investigação sobre tráfico de drogas e associação para o tráfico. Os mandados são cumpridos nos municípios de Vila Bela da Santíssima Trindade, Comodoro e Pontes e Lacerda.
Estão sendo cumpridas sete ordens de prisões contra suspeitos pelo crime de associação para o tráfico. Parte dos mandados tem como alvos custodiados da unidade do Sistema Penitenciário em Vila Bela. De acordo com o delegado do município, João Paulo Berte, mesmo estando reclusos, os presos seguem praticando atos ilícitos e orquestrando ações criminosas.
A delegada de Pontes e Lacerda, Bruna Caroline de Laet, destaca que a operação é resultado de uma força tarefa entre as Delegacias de Pontes e Lacerda e Vila Bela, Núcleo de Inteligência da Regional e Sistema Penitenciário com o objetivo de combater o tráfico de drogas na região, incluindo a unidade prisional, onde os investigados comercializavam drogas entre si.
“Os alvos são reclusos do Sistema Penitenciário e suas esposas. Destaca-se que as mulheres atuavam tanto no envio de drogas para a cadeia, como em crimes fora do ambiente penitenciário”, pontua a delegada.
Participam da operação 30 policiais civis das Delegacias Regional e Municipal de Pontes e Lacerda, Delegacias de Jauru, Comodoro e de Vila Bela da Santíssima Trindade e 20 policiais penais da região.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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